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MADRID 26 set. (EUROPA PRESS) -
A presidente do México, Claudia Sheinbaum, descartou na sexta-feira a possibilidade de tensões comerciais com a China, depois que Pequim anunciou uma investigação sobre os aumentos de tarifas impostos pelo México a produtos importados de países com os quais não tem acordo comercial.
"Estamos abertos a chegar a um acordo para beneficiar o México em um marco no qual não reduzamos as importações e não tenhamos essas circunstâncias que afetam o país", explicou a presidente mexicana em declarações à imprensa.
Sheinbaum indicou que o embaixador do México na China, Jesús Seade, propôs a realização de grupos de trabalho sobre o assunto para que as autoridades chinesas entendam "a situação" que o país latino-americano está vivendo. "Muitas vezes com preços muito baixos", assegurou.
Na opinião do governo chinês, qualquer aumento unilateral de tarifas por parte do México, mesmo dentro da estrutura das regras da Organização Mundial do Comércio (OMC), "seria visto como um apaziguamento e uma concessão ao assédio unilateral".
O país asiático, que tem tarifas do México entre 10% e 50%, confirmou sua firme oposição a qualquer ação que prejudique seus interesses e garantiu que tomará as "medidas necessárias" de acordo com os acontecimentos para proteger seus direitos e interesses legítimos.
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