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MADRID 15 maio (EUROPA PRESS) -
O ministro da Segurança do México, Omar García Harfuch, disse que seria "lamentável" se o ex-líder do Cartel de Sinaloa, Ovidio Guzmán, filho de Joaquín 'El Chapo' Guzmán, se beneficiasse de algum tipo de acordo com os Estados Unidos, após os esforços das forças de segurança mexicanas para prendê-lo.
Harfuch enfatizou em uma entrevista para a Radio Fórmula o "grande esforço" feito pelas autoridades mexicanas para prender Guzmán, em uma operação na qual alguns agentes foram mortos.
As declarações do ministro da Segurança estão relacionadas ao suposto acordo firmado entre Guzmán e o Departamento de Justiça dos EUA, depois que cerca de 15 parentes do filho de El Chapo, incluindo sua mãe, foram autorizados a residir nos Estados Unidos em troca de sua acusação.
"Ovidio está nos Estados Unidos, é importante que as pessoas se lembrem de quem o prendeu. Ele foi preso cem por cento pelas autoridades mexicanas, pelo exército", enfatizou o ministro da Segurança.
Nas últimas horas, a presidente Claudia Sheinbaum censurou os Estados Unidos por realizarem o acordo sem o envolvimento do México. "Não temos informações oficiais, eles deveriam dizer por que essa família entrou", pediu ela, lembrando que todas as relações de boa vizinhança são baseadas em "colaboração" e "respeito".
Nesta semana, a imprensa mexicana noticiou que 17 pessoas do núcleo familiar do membro mais jovem de 'Los Chapitos', entre elas Griselda López, sua mãe e ex-sócia de 'El Chapo', cruzaram a fronteira em Tijuana e se entregaram voluntariamente a funcionários do FBI em território norte-americano.
Em 6 de maio, Guzmán, vulgo "El Ratón", chegou a um acordo com as autoridades norte-americanas para se declarar culpado de várias acusações de tráfico de drogas contra ele em troca de uma sentença reduzida e uma recomendação de sentença reduzida.
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