Publicado 13/04/2026 22:43

Mexicano morre em centro de detenção de migrantes nos EUA

Autoridades mexicanas classificam como "inaceitável" a "sucessão de mortes" nos centros do ICE

28 de março de 2026, Nova York, Nova York, EUA: 28 de março de 2026 - Nova York, NY, EUA -    A marcha “No Kings” em Manhattan, que percorreu a Sétima Avenida partindo do Central Park, passando pela Times Square até a Rua 34, reuniu dezenas de milhares de
Europa Press/Contacto/Andrea Renault

MADRID, 14 abr. (EUROPA PRESS) -

Um cidadão de nacionalidade mexicana faleceu enquanto se encontrava sob custódia em um centro do Serviço de Controle de Imigração e Alfândega (ICE, na sigla em inglês) localizado no estado da Louisiana, no sul dos Estados Unidos, conforme informado nesta segunda-feira pelo próprio serviço norte-americano.

Essa pessoa, identificada como Alejandro Cabrera Clemente, de 49 anos, conforme indicado pelo ICE em um comunicado, foi encontrada “inconsciente” em 11 de abril de 2026, momento em que, segundo o serviço, “a equipe do Centro Correcional Winn deu imediatamente o alarme e começou a aplicar medidas de reanimação”.

No entanto, conforme acrescentou o comunicado do serviço, “apesar dos esforços para salvar sua vida”, após ter sido transferido para o Centro Médico da Paróquia de Winn (WPMC), Cabrera acabou falecendo pouco depois.

A versão do ICE sustenta que Cabrera entrou nos Estados Unidos “de forma ilegal e sem passar pelos controles de imigração há mais de 25 anos”, ao mesmo tempo em que observa que ele tem acusações criminais por “violência doméstica, não comparecimento, perturbação da ordem pública e uma infração de trânsito, com sentenças pendentes”.

A prisão ocorreu em 8 de janeiro de 2026 na cidade de Chattanooga, Tennessee, e a transferência para o Centro Penitenciário de Winn aconteceu em 13 de janeiro de 2026, onde ele permaneceu sob custódia do ICE enquanto aguardava o início dos procedimentos de deportação perante o Escritório Executivo de Revisão de Imigração.

O Centro Correcional de Winn, apesar de não ser o único complexo do ICE onde migrantes detidos morreram, tem sido um dos mais criticados. De fato, a União Americana pelas Liberdades Civis (ACLU, na sigla em inglês) denunciou no final de janeiro “as condições catastróficas e os abusos sistemáticos contra os direitos humanos” nos centros de detenção de imigrantes da Louisiana, sobre as quais publicou um relatório que, entre outras coisas, apontava os abusos cometidos nas instalações localizadas em Winnfield, conforme já havia denunciado a própria organização em dezembro de 2024.

O GOVERNO MEXICANO CONSIDERA AS MORTES "INACEITÁVEIS"

Após a divulgação da notícia, o Ministério das Relações Exteriores do México destacou sua “preocupação” e “exigência de ações imediatas”, após classificar como “inaceitável” a “repetição de mortes” desse tipo dentro dos centros do ICE. Por sua vez, o ministério alegou que essas mortes refletem “graves deficiências” nos centros de detenção de migrantes, “incompatíveis com os padrões de direitos humanos e proteção da vida das pessoas”.

Em seguida, o Ministério das Relações Exteriores informou que instruiu a rede consular a “redobrar esforços e realizar visitas diárias aos centros de detenção do ICE”, ao mesmo tempo em que anunciou que “continuará utilizando todos os meios legais e diplomáticos disponíveis para esta situação”.

Por fim, reiterou seu compromisso “inequívoco” de zelar pela proteção e dignidade de todos os mexicanos no exterior, independentemente de sua situação migratória.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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