Publicado 03/02/2026 09:47

Metsola sobre a regularização dos migrantes na Espanha: “Nenhum país deve lidar sozinho com a migração”

Archivo - Arquivo - A presidente do Parlamento Europeu, Roberta Metsola, em entrevista a um grupo de agências
PARLAMENTO EUROPEO/DAINA LE LARDIC - Arquivo

MADRID 3 fev. (EUROPA PRESS) -

A presidente do Parlamento Europeu, Roberta Metsola, afirmou nesta terça-feira que “nenhum país deve lidar sozinho com a migração”, ressaltando que se trata de uma questão que envolve toda a União Europeia, após a regularização de migrantes anunciada pelo governo da Espanha. “Não vou entrar na legalidade da medida ou na competência, mas direi que trabalhamos muito para o pacto de migração e asilo e acredito que nenhum Estado-Membro deve lidar sozinho com a migração e que isso deve ser gerido a nível europeu”, afirmou em declarações num evento com mais de 300 jovens no CaixaForum, no âmbito da sua visita a Madrid, quando questionada sobre as implicações em toda a Europa do processo extraordinário anunciado pela Espanha.

Metsola destacou assim o trabalho de aplicação do acordo migratório, insistindo que agora a União Europeia está trabalhando para definir uma lista de países terceiros seguros e para garantir que os países de origem aceitem o retorno dos migrantes, no que ela definiu como o “contraponto” do pacto de migração e asilo.

O Executivo de Pedro Sánchez anunciou um processo extraordinário de regularização de migrantes destinado a todos os estrangeiros que se encontrassem em Espanha antes de 31 de dezembro de 2025 e que comprovassem ter permanecido pelo menos cinco meses de forma contínua em Espanha no momento da apresentação do pedido. As estimativas do governo são de que cerca de meio milhão de pessoas possam se beneficiar dessa medida. EROSÃO DO CENTRO PRÓ-EUROPEU As perguntas à presidente do Parlamento Europeu centraram-se em questões como a deterioração democrática nas sociedades europeias ou os problemas que mais preocupam os jovens, como o caso da habitação.

Face à queda na participação e ao desligamento em relação aos representantes políticos, a maltesa do Partido Popular Europeu apostou que a classe dirigente reaja e tome partido perante os problemas mais prementes para a sociedade, incluindo os jovens, afirmando que não se pode dar os eleitores como garantidos e que “Durante muitos anos, vimos que os representantes se tornaram confortáveis e deixaram de tomar partido. É confortável não dizer nada, mas você ganha respeito se tomar uma posição por algo. É por isso que vejo uma erosão do centro pró-europeu, que se sentiu confortável em não dizer nada”, afirmou para enfatizar que todos os políticos devem, para reforçar a democracia, “levantar-se e lutar”.

Em relação ao fato de que cada vez mais jovens relativizam viver em um regime não democrático e o consideram preferível em determinadas circunstâncias, Metsola atribuiu essa tendência a uma “nostalgia fora de lugar”, enfatizando que países como a Espanha tiveram prosperidade e liberdade com sua integração na Europa. De qualquer forma, diante dessa tendência, ela pediu que se reaja e se participe mais da política.

PROBLEMA DA HABITAÇÃO Sobre a falta de acesso dos jovens à habitação, Metsola defendeu que este é um debate que também deve ser desenvolvido a nível europeu, alegando que, por vezes, o conflito de competências é uma desculpa para camuflar a falta de vontade política para abordar o tema. “Pedimos um plano de habitação acessível, e não se trata do que pode ou não ser feito a nível europeu, se isso não for feito de qualquer maneira”, afirmou. “Se há algo com que a Europa deve se preocupar, é isso”, afirmou a presidente do Parlamento Europeu, sobre os primeiros passos dados pela instituição com o plano de habitação acessível para a UE.

A visita da presidente do Parlamento Europeu a Espanha ocorre no momento em que se comemora o 40º aniversário da entrada de Espanha na União Europeia. Metsola participará de uma cerimônia que será realizada no antigo Salão de Sessões do Senado, onde está previsto que ela faça um discurso e se reúna em seguida com seu presidente, Pedro Rollán.

Aproveita igualmente a sua viagem a Madrid para se reunir com o ministro dos Negócios Estrangeiros, União Europeia e Cooperação, José Manuel Albares, e, noutro encontro, com a presidente da Comunidade de Madrid, Isabel Díaz Ayuso.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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