Publicado 16/04/2026 06:26

Metsola defende o Papa como "bússola moral" após as críticas de Trump e o convida a discursar no Parlamento Europeu

Archivo - Arquivo - Visita oficial de Roberta Metsola, presidente do Parlamento Europeu, ao Papa Leão XIV na Santa Sé
VATICAN MEDIA - Arquivo

BRUXELAS 16 abr. (EUROPA PRESS) -

A presidente do Parlamento Europeu, Roberta Metsola, convidou o Papa Leão XIV para discursar em uma sessão plenária do Parlamento Europeu em Estrasburgo (França), após ter sido alvo de críticas por parte do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, por ter se pronunciado contra a guerra no Irã.

Em uma mensagem divulgada nas redes sociais, Metsola elogiou a figura do Pontífice como “um símbolo de coragem moral e clareza” em um momento em que “tais bússolas são cada vez mais necessárias”, ressaltando ainda que sua voz é “ouvida, apreciada e respeitada” por europeus “de todas as religiões e de nenhuma”.

“O Papa Leão XIV não é apenas o pastor do rebanho católico romano em todo o mundo, mas um símbolo de coragem moral e clareza num momento em que tais bússolas são cada vez mais necessárias. Sua voz é ouvida, apreciada e respeitada pelos europeus de todas as religiões e de nenhuma", indicou.

Por esse motivo, ela entrou em contato com o Vaticano para reafirmar seu convite ao Santo Padre para discursar em uma próxima sessão plenária do Parlamento Europeu. “Esperamos recebê-lo em breve e ouvir sua mensagem para a Europa”, acrescentou.

O convite de Metsola ocorre depois que o máximo representante da Santa Sé se pronunciou na última quarta-feira contra a atividade bélica no Irã, lamentando a “violência e a devastação” e o “clima generalizado de ódio e medo”.

Em seguida, Trump atacou o pontífice, afirmando que ele “não entende” o que está acontecendo com o Irã. “Ele não tem a menor ideia do que está acontecendo. Não compreende que 42 mil manifestantes morreram no Irã no mês passado”, declarou em uma mensagem nas redes sociais.

O inquilino da Casa Branca chegou a dizer ainda que o Papa “é fraco em matéria de criminalidade e péssimo em política externa”, além de demonstrar “fraqueza” em questões relacionadas a armas nucleares.

A essas críticas respondeu nesta terça-feira a primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, até agora uma das aliadas mais próximas de Trump, que classificou suas declarações sobre o Papa como “inaceitáveis” e lembrou que Leão XIV é o chefe da Igreja Católica e que “é justo e normal que ele peça paz e condene toda forma de guerra”.

Pouco depois, o presidente dos Estados Unidos atacou a primeira-ministra italiana, afirmando que se enganou ao pensar que a líder italiana “tinha coragem” e que “a inaceitável é ela, porque não se importa que o Irã tenha uma arma nuclear (que) explodiria a Itália em dois minutos se tivesse a oportunidade”.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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