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BERLIM 14 abr. (DPA/EP) -
O chanceler alemão, Friedrich Merz, afirmou nesta terça-feira que a Alemanha continuará a apoiar a Ucrânia em seu caminho rumo à adesão à União Europeia, que considerou “estrategicamente importante” para a segurança da Europa.
Em declarações durante a visita a Berlim do presidente ucraniano, Volodimir Zelenski, para a cúpula bilateral entre os dois líderes, Merz enfatizou que a Alemanha apoia “esse objetivo”, em referência à adesão à UE, embora tenha reconhecido que a entrada não será possível no curto prazo.
“Ambos sabemos que não poderemos concretizá-lo totalmente no curto prazo”, declarou o chanceler alemão antes da reunião em Berlim, onde assinalou que a adesão “seria um passo estrategicamente importante para uma maior segurança e uma maior prosperidade na Europa”.
De qualquer forma, Merz encorajou a Ucrânia a “impulsionar ainda mais as reformas no país” e citou, em particular, áreas como o combate à corrupção e o Estado de Direito.
“Porque o esforço vale a pena. Cada passo adicional nessa direção é mais um passo em direção à Europa. E quero enfatizar isso especialmente em nosso interesse comum entre a Europa e a Ucrânia”, acrescentou o líder alemão.
ZELENSKI AGRADECE O APOIO MILITAR DE BERLIM
Por sua vez, o líder ucraniano quis agradecer o apoio “especial” da Alemanha tanto à Ucrânia quanto à UE, afirmando que o país “ocupa o primeiro lugar” na Europa em termos de assistência à sua defesa.
“Todos vemos como os sentimentos geopolíticos podem mudar e o quanto isso depende da capacidade da Europa de se defender”, destacou Zelenski em uma publicação nas redes sociais.
Nesta visita à Alemanha, o presidente ucraniano esteve acompanhado por uma delegação governamental, na qual se destaca a presença do ministro da Defesa, Mijailo Fedorov, que visitou uma empresa de armamentos que produz sete tipos de drones fabricados por joint ventures de ambos os países.
Dessa forma, espera-se que sejam discutidos tanto aspectos financeiros quanto militares, especialmente os pacotes de ajuda para a guerra, os planos de reconstrução do país e o retorno dos ucranianos deslocados.
Durante as consultas intergovernamentais entre os dois países, espera-se que seja assinado um acordo de cooperação em matéria de defesa e que a Alemanha se comprometa a promover a reconstrução e a resiliência da indústria ucraniana.
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