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MADRID 15 fev. (EUROPA PRESS) -
O candidato a chanceler da União Democrata Cristã (CDU), Friedrich Merz, pediu aos Estados Unidos no sábado que respeitem as eleições alemãs programadas para 23 de fevereiro, da mesma forma que a Alemanha respeitou as últimas eleições presidenciais dos EUA, nas quais Donald Trump foi eleito.
"Nós respeitamos as eleições presidenciais nos Estados Unidos e esperamos que os Estados Unidos façam o mesmo", disse Merz durante um discurso na Conferência de Segurança de Munique.
Merz estava respondendo às declarações feitas na sexta-feira pelo vice-presidente dos EUA, JD Vance, que se reuniu com a candidata do partido de extrema direita Alternativa para a Alemanha (AfD), Alice Weidel, e criticou a situação da liberdade de expressão na Europa em geral e na Alemanha em particular, criticando o "cordão sanitário" contra a AfD.
Merz enfatizou que "seguimos as regras ditadas por nossas instituições democráticas" e que "notícias falsas e discurso de ódio devem ser controlados por tribunais independentes". "A liberdade de expressão continua sendo liberdade e faz parte de nossa sociedade democrática aberta", mas ele defendeu a estreita cooperação com Washington e o governo de Donald Trump.
Merz advertiu, em todo caso, que "não acreditamos em guerras comerciais", mas em "mercados abertos". "Sabemos que temos que aumentar nossos gastos com defesa" porque "a guerra contra a Ucrânia não é apenas um ataque contra a Ucrânia, mas contra a ordem política construída depois de 1990". "É por isso que apoiamos a Ucrânia. A Europa deve fazer tudo o que puder para colocar a Ucrânia em uma posição de força", enfatizou.
Nesse sentido, ele se recusou a descartar a possibilidade de a Ucrânia entrar para a OTAN. "Não pode ser que um único membro decida algo por conta própria que seja diferente do que foi decidido em uma cúpula da OTAN", argumentou.
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