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BERLIM 31 mar. (DPA/EP) -
O chanceler alemão, Friedrich Merz, esclareceu nesta terça-feira que a meta de que 80% dos cidadãos sírios residentes na Alemanha retornem ao seu país de origem foi uma proposta do presidente de transição da Síria, Ahmed al Shara, durante sua visita oficial à capital, Berlim.
“Tomamos nota desse número, mas estamos cientes da magnitude da tarefa”, afirmou o gabinete do chanceler alemão após uma enxurrada de críticas de todo o espectro político na sequência da visita do presidente de transição sírio.
Merz teve que se pronunciar sobre as críticas nesta terça-feira, depois que especialistas apontaram que repatriar centenas de milhares de sírios que vivem na Alemanha em um prazo tão curto seria extremamente complicado.
“Nos próximos três anos, esse era o desejo de Al Shara: 80% dos sírios que estão atualmente na Alemanha deveriam retornar à sua pátria”, afirmou ele em uma coletiva de imprensa ao lado do presidente de transição sírio, conforme divulgado por seu gabinete.
O ministro das Relações Exteriores alemão, Johann Wadephul, já havia se mostrado cético em novembro de 2025 em relação ao “retorno voluntário ou obrigatório” dos cidadãos sírios, dada a magnitude da destruição no país, após visitar Harasta, um subúrbio de Damasco ainda gravemente afetado pelos estragos da guerra.
Wadephul também vê com desconfiança as políticas aplicadas pelo novo governo sírio em relação à diversidade étnica, especialmente para as minorias cristãs, alauítas e curdas, além de levar em conta que há acusações contra ele de incitação e participação em crimes na província de Sueida.
A visita do ex-líder jihadista foi acompanhada por protestos da comunidade síria, tanto a favor quanto contra. Cerca de 900 mil cidadãos sírios vivem no país europeu, grande parte deles trabalhadores qualificados, incluindo médicos.
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