Publicado 29/01/2026 08:15

Merz defende a intervenção alemã no Afeganistão após os ataques de Trump

28 de janeiro de 2026, Berlim, Berlim, Alemanha: Friedrich Merz na recepção do primeiro-ministro da Romênia para uma conversa conjunta seguida de declaração à imprensa na Chancelaria Federal. Berlim, 28/01/2026
Europa Press/Contacto/Bernd Elmenthaler

BERLIM 29 jan. (DPA/EP) - O chanceler alemão, Friedrich Merz, rejeitou nesta quinta-feira os ataques do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre o envio de tropas europeias ao Afeganistão, reivindicando o valor do contingente alemão no país centro-asiático durante anos.

“Não permitiremos que esta missão, que também realizamos no interesse do nosso aliado, os Estados Unidos, seja menosprezada e subestimada”, afirmou Merz em um discurso no Bundestag.

Após as críticas de Trump, o chanceler alemão insistiu que o serviço dos militares alemães no âmbito das missões internacionais no Afeganistão “foi e continua sendo valioso”. “Representa nossa liberdade e a paz no mundo”, indicou, lembrando que 59 soldados alemães morreram nesta operação que trouxe “muitos anos de maior estabilidade e segurança” ao Afeganistão.

O presidente americano afirmou em uma entrevista que as tropas da OTAN ficaram “um pouco para trás” durante a invasão dos Estados Unidos ao Afeganistão em 2001, especulando que a organização militar não estaria à altura das circunstâncias se o Artigo 5, a cláusula de defesa mútua entre aliados, fosse ativado.

Essas críticas encontraram resposta do primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, que classificou as declarações como “insultantes”, enquanto a primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, reconheceu seu “estupor” pelos ataques americanos, após lembrar os 53 militares italianos mortos nesta operação.

A OTAN ativou pela primeira e única vez em 2001 o artigo 5 após os ataques às Torres Gêmeas e ao Pentágono, que levaram à posterior invasão do Afeganistão.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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