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MADRID 3 maio (EUROPA PRESS) -
O chanceler alemão, Friedrich Merz, minimizou a importância do recente anúncio dos Estados Unidos sobre a retirada de 5.000 soldados americanos destacados em solo alemão, que considera “um pouco exagerado” e que “não é nada de novo”.
“Pode ser um pouco exagerado, mas não é nada de novo”, afirmou Merz em entrevista à emissora pública ARD. Especificamente, ele argumentou que a decisão de enviar esse contingente foi tomada pelo presidente americano Joe Biden e que já há algum tempo se discute sua possível retirada.
De fato, ele garantiu que “não há nenhuma relação” entre o anúncio da retirada, a não participação da Alemanha no ataque ao Irã e sua relação com Trump.
“Os americanos continuam sendo nossos parceiros mais importantes da Aliança do Atlântico Norte”, argumentou, ao mesmo tempo em que ressaltou que “não há absolutamente nenhuma dúvida” quanto à dissuasão nuclear dos Estados Unidos e seu apoio ao território da OTAN.
Por isso, “não vou deixar de colaborar com Donald Trump”, apesar das contínuas críticas pela falta de colaboração dos aliados europeus na ofensiva militar dos Estados Unidos contra o Irã. “Se querem que os ajudemos em um conflito como esse, então, liguem para nós antes”, propôs o governante alemão.
Merz também se referiu à possibilidade, que considera remota, de Washington concordar em fornecer mísseis Tomahawk, tal como Biden havia prometido. “No momento, os americanos não têm mísseis suficientes para si mesmos. Não há praticamente nenhuma possibilidade de os Estados Unidos fornecerem sistemas de armamento desse tipo”, observou.
A Alemanha acolhe cerca de 39.000 militares americanos, o maior contingente desse país em solo europeu.
No âmbito nacional, Merz reconheceu um certo “mal-estar” dentro de seu partido, a União Democrata Cristã (CDU), em relação ao acordo de coalizão que sustenta seu governo e que conta com o apoio do Partido Social-Democrata (SPD) e dos parceiros bávaros da CDU, a União Social-Cristã (CSU). Em particular, ele rejeitou novamente a proposta do ministro das Finanças, Lars Klingbeil (SPD), de aumentar os impostos sobre as rendas mais altas. “Que saibam que isso não é possível com a CDU/CSU e tampouco comigo”, explicou.
No entanto, ele ressaltou que não busca uma nova aliança no Parlamento e descarta, assim, qualquer colaboração com a Alternativa para a Alemanha (AfD). “Isso está fora de questão para mim. Mas isso não deve levar o SPD a pensar que pode fazer o que quiser conosco”, argumentou.
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