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BERLIM 19 ago. (DPA/EP) -
O chanceler alemão, Friedrich Merz, condenou nesta quarta-feira as declarações “desumanas” proferidas pelo ministro da Segurança de Israel, o extremista de direita Itamar Ben Gvir, que defendeu, nesta semana, matar entre 30 e 40 palestinos por noite na Faixa de Gaza.
Conforme explicou em Berlim o porta-voz adjunto do governo, Sebastian Hille, Merz afirmou que se trata de comentários “inaceitáveis” e contrários ao Direito Internacional e pediu que sejam tomadas medidas contra os políticos “radicais” que incitem a “violação da dignidade humana”.
Nesse sentido, ele enfatizou a importância de abandonar qualquer plano de anexação e criticou os projetos promovidos pelas autoridades israelenses sobre possíveis assentamentos na Cisjordânia.
“Não deve haver mais medidas de anexação na Cisjordânia — nem formais, nem políticas, nem urbanísticas, nem de qualquer outro tipo — cujo efeito conduza cada vez mais claramente a uma anexação. Essas medidas se opõem a uma solução de dois Estados”, destacou Merz, conforme relatado nessas informações.
Esse projeto prevê a construção de mais de 1.200 residências na chamada zona E1, localizada entre Jerusalém Oriental e o assentamento de Maale Adumim. Essa zona é considerada um dos pontos mais delicados do conflito entre Israel e os palestinos. Um assentamento nesse local dividiria, de fato, a Cisjordânia em uma parte ao norte e outra ao sul.
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