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MADRID, 9 abr. (EUROPA PRESS) -
O chanceler alemão, Friedrich Merz, anunciou nesta quinta-feira a retomada do diálogo com as autoridades iranianas, agora que os Estados Unidos e o Irã aderiram a um cessar-fogo, embora tenha sugerido que essas conversas serão “difíceis”, especialmente entre os Estados Unidos e o Irã.
“Após um longo silêncio, motivado por razões de peso da nossa parte, o governo alemão decidiu retomar agora as conversas com Teerã. Fazemos isso em consulta com os Estados Unidos e nossos parceiros europeus”, explicou.
Merz destacou que “o objetivo é contribuir para o sucesso das próximas negociações entre os Estados Unidos e o Irã para pôr fim à guerra na região”, conforme divulgado pela ARN, a emissora pública alemã.
Assim, explicou que, durante uma conversa com o presidente norte-americano, Donald Trump, pediu-lhe que mantenha as negociações com Teerã. Além disso, criticou os ataques de Israel contra o Líbano, que ocorreram apesar da trégua e que, na quarta-feira, deixaram mais de 200 mortos em um único dia de bombardeios contra o país.
“A brutalidade com que Israel conduz a guerra ali pode inviabilizar todo o processo de paz. E isso não deve acontecer”, afirmou, antes de declarar que foi solicitado ao governo israelense “pôr fim à intensificação dos ataques”.
“Observamos a situação em toda a região com grande preocupação, mas com especial preocupação a situação no sul do Líbano”, sustentou, não sem antes enfatizar que “o sucesso diplomático não está garantido, de forma alguma”.
No entanto, Merz destacou que, desde o início da ofensiva lançada no final de fevereiro pelos Estados Unidos e Israel, que deixou mais de 3.000 mortos no Irã, abre-se agora uma janela de oportunidades para alcançar “uma solução negociada”.
“O anúncio de uma escalada sem limites, que estava sendo cogitado nos últimos dias, foi evitado por enquanto”, ressaltou, referindo-se às ameaças proferidas por Trump, que chegou a afirmar que aniquilaria uma civilização inteira.
“As últimas 24 horas demonstraram, por si só, o quão frágil é o cessar-fogo na região, o quão incerta continua a situação no Estreito de Ormuz e o quão distantes continuam as posições das partes envolvidas”, indicou.
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