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BERLIM 18 mar. (DPA/EP) -
O chanceler da Alemanha, Friedrich Merz, afirmou nesta quarta-feira que teria recomendado às autoridades dos Estados Unidos que não atacassem o Irã se tivesse sido consultado previamente antes do início da ofensiva lançada em conjunto com Israel no último dia 28 de fevereiro.
Berlim continua tendo “muitas perguntas” sobre a estratégia por trás do ataque lançado pelos Estados Unidos e Israel, conforme indicou Merz perante a Câmara Baixa do Parlamento, o Bundestag, em Berlim. “Até o momento, não existe nenhum plano convincente sobre como essa operação poderia ser bem-sucedida”, afirmou.
“Washington não nos consultou e não considerou necessária a ajuda europeia”, declarou Merz perante os deputados, ao mesmo tempo em que endureceu sua retórica a respeito, apesar de não ter condenado inicialmente os ataques de Israel e dos Estados Unidos, que resultaram, até o momento, em mais de 1.200 mortos em território iraniano.
“Senhoras e senhores, teríamos desaconselhado empreender essa linha de ação da forma como foi realizada”, afirmou. “Compartilhamos objetivos importantes com os Estados Unidos, mas não devemos nem vamos deixar de dizer com franqueza aos nossos parceiros em que aspectos vemos as coisas de maneira diferente e onde temos interesses distintos”, insistiu.
Merz também reiterou sua recusa em enviar navios de guerra alemães ao estreito de Ormuz, depois que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pediu aos aliados da OTAN que ajudassem a proteger o tráfego comercial nessa rota diante dos ataques iranianos, que provocaram grandes aumentos nos preços mundiais do petróleo.
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