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BERLIM 29 abr. (DPA/EP) -
O chanceler da Alemanha, Friedrich Merz, afirmou nesta quarta-feira que sua relação pessoal com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, continua “como sempre”, apesar da troca de críticas em relação à situação no Irã, depois que o líder alemão questionou a estratégia de negociação americana e o chefe da Casa Branca respondeu que “ele não tem a menor ideia do que está dizendo”.
Em declarações para esclarecer essa troca de acusações, Merz enfatizou que “a relação pessoal” entre ele e Trump “continua tão boa como sempre”, embora tenha limitado esse comentário à sua opinião pessoal. “Continuamos mantendo conversas construtivas entre nós”, resumiu.
Merz reforçou suas dúvidas em relação à guerra no Irã, insistindo que “desde o início” teve reservas sobre a operação militar lançada pelos Estados Unidos e Israel contra o país da Ásia Central.
“Estamos sofrendo consideravelmente na Alemanha e na Europa as consequências, por exemplo, do fechamento do Estreito de Ormuz. Isso tem um impacto direto no abastecimento energético e no desempenho econômico. E, nesse sentido, estou pedindo que esse conflito seja resolvido”, acrescentou, segundo a agência DPA.
Merz afirmou que os americanos “se meteram” em uma “guerra no Irã” sem “nenhuma estratégia”, acrescentando que isso dificulta, ao mesmo tempo, o fim do conflito, na medida em que, insistiu então, “os iranianos, ao que parece, negociam com muita habilidade ou, melhor dizendo, sabem muito bem como não negociar”.
“Há toda uma nação que está sendo humilhada pelos líderes iranianos”, observou ele, referindo-se ao andamento das negociações, ao mesmo tempo em que insistiu que a situação “é bastante complicada”.
A isso, o presidente americano respondeu criticando a posição de Merz. “Ele acha que não há problema se o Irã tiver uma arma nuclear. Você não tem a menor ideia do que está dizendo! Se o Irã tivesse uma arma nuclear, o mundo inteiro estaria nas mãos deles”, destacou, ao mesmo tempo em que fez referência à situação econômica da Alemanha, indicando que não lhe “surpreende” que o país “esteja indo tão mal tanto na economia quanto em outros aspectos”.
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