Publicado 10/03/2026 12:50

Merz afirma que os EUA e Israel “não têm um plano conjunto” para acabar com a ofensiva do Irã

Archivo - Arquivo - O chanceler alemão, Friedrich Merz.
Christophe Gateau/dpa - Arquivo

Considera um “grave erro” as medidas do governo israelense “destinadas à anexação” da Cisjordânia BERLIM 10 mar. (DPA/EP) -

O chanceler alemão, Friedrich Merz, afirmou nesta terça-feira que as autoridades dos Estados Unidos e de Israel “não têm um plano conjunto” para acabar com a ofensiva do Irã, lançada em 28 de fevereiro para derrubar a República Islâmica e dizimar suas capacidades militares, que até o momento já causou mais de 1.200 mortos, segundo o balanço das autoridades iranianas.

Assim, o ministro das Relações Exteriores mostrou sua “preocupação” com a possibilidade de esses dois países não terem um plano para pôr fim à guerra, declarações proferidas após um encontro com o primeiro-ministro tcheco, Andrej Babis, em Berlim, insistindo assim que a cada dia há “mais dúvidas” sobre o futuro da guerra.

“Estamos especialmente preocupados com o fato de que, obviamente, não há um plano sobre como pôr fim a esta guerra”, afirmou Merz, que destacou que “os contra-ataques do Irã representam uma escalada perigosa”, apesar de, há apenas alguns dias, ter afirmado que pôr fim ao conflito “cabe à liderança em Teerã”.

O líder alemão apelou para que se evitem situações como as do Iraque e da Síria, que caíram no caos e na guerra civil após intervenções ocidentais. “Um resultado semelhante no Irã prejudicaria a todos nós. Não temos qualquer interesse em que a guerra se prolongue. Não temos interesse na dissolução da integridade territorial iraniana, do seu Estado ou da sua capacidade económica”, advertiu.

ANEXAÇÃO DA CISJORDÂNIA Por outro lado, Merz abordou as medidas adotadas em Israel que, segundo explicou, estão “destinadas a anexar a Cisjordânia”. Para o líder alemão, isso representa um “perigo” e “torna ainda mais difícil alcançar uma solução de dois Estados” na região. “Pedimos ao governo de Israel que pare com isso urgentemente, porque é um grave erro”, declarou. Ele também aproveitou a ocasião para informar que o ministro das Relações Exteriores, Johann Wadephul, planeja visitar Israel para reforçar a posição de Berlim, que voltou a condenar os atos de violência registrados na região contra civis palestinos pelas mãos de colonos israelenses.

No âmbito desta visita surpresa, Wadephul afirmou que Israel não procura uma “guerra sem fim” no Irã. Trata-se da primeira viagem de um líder europeu desde o ataque maciço contra Teerã.

Em uma declaração conjunta com o ministro das Relações Exteriores israelense, Gideon Saar, ele defendeu que a ofensiva alcançou “grandes conquistas” em sua missão, embora tenha indicado que o sistema “não pode cair sem o povo do Irã”, ao mesmo tempo em que enfatizou que o povo iraniano “não pode retomar sua liberdade sem ajuda externa”.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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