Publicado 12/01/2026 09:28

Merz afirma "compartilhar a preocupação" de Trump com a segurança da Groenlândia e pede que o assunto seja abordado na OTAN

Archivo - Arquivo - O chanceler da Alemanha, Friedrich Merz, durante uma coletiva de imprensa na capital, Berlim, em dezembro de 2025 (arquivo)
Europa Press/Contacto/Bernd Elmenthaler - Arquivo

AHMEDABAD (ÍNDIA), 12 (DPA/EP)

O ministro das Relações Exteriores da Alemanha, Friedrich Merz, garantiu nesta segunda-feira que Berlim “compartilha da preocupação dos Estados Unidos” sobre a situação de segurança da Groenlândia, embora tenha pedido que a situação seja encaminhada dentro da OTAN, diante das ameaças do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre possíveis ações para assumir o controle da ilha dinamarquesa.

“Compartilhamos a preocupação dos Estados Unidos de que esta parte da Dinamarca deve ser melhor protegida”, afirmou Merz na cidade indiana de Ahmedabad, onde se encontra em visita oficial. “Simplesmente queremos melhorar juntos a situação de segurança da Groenlândia. Suponho que os americanos também participarão nisso”, afirmou.

Assim, ele deu como certo que Washington participará de uma maior presença da OTAN na ilha ártica, um território autônomo sob soberania da Dinamarca, razão pela qual destacou que espera uma solução consensual no seio da Aliança Atlântica. Merz ressaltou, portanto, que o alcance da participação americana nessas tarefas “será visto nas conversas dos próximos dias e semanas”.

O ministro das Relações Exteriores da Alemanha, Johann Wadephul, está de fato em Washington mantendo conversas a esse respeito, depois que vários países da OTAN, entre eles o Reino Unido, se pronunciaram recentemente a favor de ampliar a presença da Aliança no Ártico.

De acordo com fontes diplomáticas citadas pela agência de notícias alemã DPA, uma das propostas prevê uma missão de vigilância da OTAN denominada “Arctic Sentry” (“Sentinela do Ártico”), diante das ameaças de Trump, que nas últimas horas chegou a afirmar que tomará a Groenlândia “de uma forma ou de outra”, garantindo que a defesa desse território são “dois trenós puxados por cães”. “Se não tomarmos a Groenlândia, a Rússia ou a China o farão. E não vou permitir que isso aconteça”, disse ele à imprensa a bordo do Air Force One, quando questionado sobre uma ação militar dos Estados Unidos contra a ilha. “Estamos falando em adquiri-la, não em alugá-la, não em tê-la a curto prazo”, disse ele, ao mesmo tempo em que reconheceu que “isso afeta a OTAN”.

As autoridades dinamarquesas e groenlandesas rejeitaram nas últimas semanas as afirmações de Trump sobre sua vontade de assumir o controle do território e apelaram para um diálogo, em respeito à soberania nacional e à integridade territorial do país europeu, membro da OTAN e da União Europeia (UE).

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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