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HANÔVER (ALEMANHA), 20 (DPA/EP)
O chanceler da Alemanha, Friedrich Merz, destacou nesta segunda-feira que o acordo de livre comércio entre a União Europeia e os países do Mercosul é um modelo “alternativo” em relação à “política das grandes potências”, representando, portanto, “uma resposta a todos aqueles que pretendem substituir a ordem baseada em normas”.
Ele fez essa afirmação durante um encontro com o presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, a quem transmitiu a importância de “responder às grandes convulsões que estamos vivendo”. “É uma resposta a todos aqueles que hoje pretendem substituir a ordem baseada em normas, acordos e confiabilidade pela política de poder no mundo por meio da força militar”, afirmou Merz.
O acordo UE-Mercosul, que visa criar uma zona de livre comércio com mais de 700 milhões de pessoas, entrará em vigor provisoriamente no próximo dia 1º de maio. Nesse sentido, Merz sustentou que “o mundo não pode ser governado com mentiras”.
Por sua vez, Lula defendeu uma cooperação entre a Europa e a América Latina “cada vez mais produtiva, cada vez mais eficaz e cada vez melhor”. Assim como Merz, ele defendeu a ordem mundial “baseada em normas e instituições internacionais”. “O mundo não pode ser governado de tal forma que alguém se considere mais importante do que os demais e tome decisões, impondo-as ao resto do mundo como se a democracia não existisse”, afirmou.
No entanto, nenhum dos dois fez alusão direta ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, nem à ofensiva lançada no final de fevereiro contra o Irã. Lula já havia classificado a guerra como uma “loucura” antes de viajar para a Alemanha para participar da Feira de Hannover.
“Estamos vivendo um momento crítico na geopolítica mundial, caracterizado por grandes paradoxos: enquanto astronautas viajam à Lua, mulheres e crianças morrem indiscriminadamente nos bombardeios no Oriente Médio”, lamentou.
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