Gustavo Valiente - Europa Press
MADRID 16 jun. (EUROPA PRESS) -
A diretora-geral da Guarda Civil, Mercedes González, afirmou nesta terça-feira no Senado que “nunca, em hipótese alguma” interferiu em qualquer investigação da Unidade Central Operativa (UCO), nem participou de qualquer esquema para anular processos judiciais.
“Não interfiri em nenhuma investigação, jamais, nunca, nem da UCO, nem de qualquer outra unidade da Guarda Civil”, afirmou ela na Comissão de Assuntos Internos do Senado, onde sustentou que sempre manteve um “respeito escrupuloso, total e absoluto pelo trabalho e pela boa conduta” das investigações judiciais e pela “necessária independência judicial”.
Mercedes González reconheceu que teve vários encontros com Leire Díez, conforme revelado pela UCO nos relatórios enviados ao juiz da Audiencia Nacional, Santiago Pedraz, mas “nunca” para participar de qualquer campanha de difamação “nem sob influência da senhora Díez nem de outra pessoa”.
Ela também afirmou que nunca adotou “nenhuma medida como forma de pressão” contra os agentes, após a UCO ter apontado que foram abertos vários inquéritos confidenciais, o que os agentes relacionaram à influência de Leire Díez sobre a diretora-geral da Guarda Civil.
“Cada um dos meus dias à frente desta instituição eu dedico ao fortalecimento da Guarda Civil, dando continuidade à linha traçada por meus antecessores, Félix Azón, María Gámez e Leonardo Marcos, e sempre de acordo com a política definida pelo Ministério do Interior e por seu próprio ministro”, afirmou.
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