Publicado 28/04/2026 07:06

Menino palestino de nove anos morre em um bombardeio de Israel contra o sul da Faixa de Gaza

Autoridades de Gaza alertam para o risco de suspensão das operações da única usina de geração de oxigênio

28 de abril de 2026, Khan Yunis, Faixa de Gaza, Território Palestino: Palestinos se despedem do corpo de Amjad al-Jarouf no Complexo Médico Nasser. Ele foi morto por tiros israelenses a leste de Khan Yunis, no sul da Faixa de Gaza, em 28 de abril de 2026
Europa Press/Contacto/Tariq Mohammad

MADRID, 28 abr. (EUROPA PRESS) -

O Exército de Israel matou nesta terça-feira uma criança palestina de nove anos em um bombardeio contra Jan Yunis, no sul da Faixa de Gaza, apesar do cessar-fogo em vigor no enclave desde outubro de 2025, em decorrência do acordo entre as autoridades israelenses e o Movimento de Resistência Islâmica (Hamas) para aplicar a proposta dos Estados Unidos.

A criança, identificada como Abdelafi al Najar, faleceu após um ataque contra uma área localizada no leste da cidade, segundo informou a agência de notícias palestina WAFA, sem que o Exército israelense tenha se pronunciado até o momento sobre o incidente.

O Ministério da Saúde de Gaza, controlado pelo Hamas, elevou nesta terça-feira para 818 o número de mortos e para 2.301 o de feridos pelos ataques perpetrados por Israel contra o enclave desde 10 de outubro, data de entrada em vigor do referido cessar-fogo.

Além disso, informou que, desde então, foram recuperados 762 corpos nas áreas das quais as tropas israelenses se retiraram, agora posicionadas na chamada “linha amarela”, que abrange mais da metade do território do enclave.

O ministério destacou ainda que, desde o início da ofensiva lançada por Israel após os ataques de 7 de outubro de 2023 —que deixaram cerca de 1.200 mortos e cerca de 250 sequestrados, segundo o balanço oficial—, foram registrados 72.594 mortos e 172.404 feridos, embora tenha ressaltado que ainda há corpos sob os escombros e espalhados pelas ruas.

Por outro lado, alertou para o risco de que a única usina de geração de oxigênio em Gaza seja forçada a suspender as operações, o que afetaria a capacidade de atender pacientes, incluindo palestinos com doenças crônicas, e de satisfazer as necessidades do setor de saúde.

“A usina enfrenta problemas frequentes devido à alta pressão e às muitas horas de funcionamento, sem alternativas suficientes, o que ameaça interromper o fornecimento de oxigênio para fins médicos e expõe os pacientes a um grave risco”, afirmou o Ministério da Saúde de Gaza.

Dessa forma, reiterou que “o agravamento da situação ameaça uma catástrofe humanitária iminente” e pediu à comunidade internacional que “intervenha com urgência” para “instalar novas usinas de geração de oxigênio” e “garantir um fornecimento sustentável de oxigênio para fins médicos às instalações de saúde”.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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