Publicado 05/03/2026 08:27

Meloni reitera que a Itália “não quer entrar em guerra”, mas se mostra disposta a enviar defesas antiaéreas para o Golfo.

4 de março de 2026, Roma: A presidente do Conselho, Giorgia Meloni, durante seu discurso na conferência “Laying the Groundwork for Jobs in Africa: Core Infrastructure & Business Environments” (Estabelecendo as bases para empregos na África: infraestrutura
Europa Press/Contacto/Ufficio Stampa Palazzo Chigi

MADRID 5 mar. (EUROPA PRESS) - A primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, enfatizou nesta quinta-feira que a Itália “não está em guerra e não quer entrar em guerra”, em um apelo à redução do conflito no Irã, embora tenha se mostrado disposta a enviar defesas antiaéreas aos países do Golfo para garantir a proteção dos interesses italianos e europeus.

“Quero reiterar que não estamos em guerra e não queremos entrar em guerra”, afirmou a primeira-ministra italiana em entrevista à emissora RTL 102.5, na qual foi questionada se a Itália permitiria que os Estados Unidos operassem bases americanas em solo italiano para lançar ataques contra Teerã.

A este respeito, Meloni referiu-se à posição da Espanha, que negou autorização a Washington para utilizar as bases de Rota e Morón para o ataque no Oriente Médio, insistindo que existem “acordos bilaterais em vigor” para regular o uso das instalações e que levaria ao Parlamento a autorização para usar essas bases na ofensiva norte-americana.

“Todos estão cumprindo o que prevêem os acordos bilaterais. A própria porta-voz espanhola declarou ontem que existe um acordo bilateral e que, fora desse acordo, não haverá qualquer uso das bases espanholas”, indicou, ressaltando que “não se questiona o que estabelecem os acordos” e “isso vale para todos”.

Meloni lembrou que os acordos com os Estados Unidos para o uso das bases em solo italiano remontam a 1954. “De acordo com esses acordos, existem autorizações técnicas quando se trata de logística e das chamadas operações não cinéticas, ou seja, simplificando, operações que não envolvem bombardeios”, indicou.

No entanto, ela ressaltou que Washington não solicitou autorização sobre as bases italianas e que “se chegassem solicitações para usar as bases para outros fins”, a competência caberia ao governo, mas ela estaria aberta a que o Parlamento também se pronunciasse. “Ele deveria participar, deveríamos decidir juntos”, afirmou. ENVIO DE AJUDA ANTIAÉREA AO GOLFO

De qualquer forma, sobre a situação no Golfo após a ofensiva dos Estados Unidos contra o Irã, Meloni garantiu que o país tem interesses na região tanto em termos de proteção dos cidadãos como de fornecimento de energia, pelo que se mostrou disposta a ajudar esses países com defesas antiaéreas, face aos ataques lançados pelo Irã.

“A Itália, assim como o Reino Unido, a França e a Alemanha, tem a intenção de enviar ajuda aos países do Golfo. Estamos falando claramente de defesa, em particular de defesa aérea”, afirmou. Meloni garantiu que não se trata apenas de “nações amigas”, mas de que há dezenas de milhares de italianos e cerca de 2.000 militares italianos na região. “Além disso, o Golfo é vital para o abastecimento energético da Itália e da Europa”, sustentou.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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