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MADRID 21 ago. (EUROPA PRESS) -
A primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, afirmou nesta sexta-feira que achava que a relação com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, “seria mais fácil” devido à afinidade ideológica entre ambos, embora “as coisas tenham seguido outro rumo”, após desentendimentos pessoais e um conflito sobre o uso das bases militares na Europa para atacar o Irã.
“É evidente que eu achava que seria mais fácil com Donald Trump, dadas nossas posições convergentes sobre a imigração e a cultura ‘woke’”, afirmou a líder italiana em entrevista ao jornal norte-americano ‘The New York Times’.
De qualquer forma, ela reconhece que “as coisas acabaram sendo diferentes”, tendo em vista a crise pessoal entre os dois depois que, em junho passado, Trump afirmou que Meloni havia “implorado” para tirar uma foto com ele durante a cúpula do G7 em Évian, e ele concordou por “pena”.
Meloni respondeu de forma contundente, ressaltando que a amizade que mantinha com o presidente norte-americano lhe custou o apoio de parte da população italiana e exigiu o fim dos “ataques constantes e infundados” porque “eles não fazem sentido”.
No decorrer da entrevista, ela admitiu que já faz várias semanas que não fala com o presidente dos Estados Unidos e não definiu se manterá contatos nas próximas semanas, ao final do verão. “Continuo considerando que a unidade do Ocidente é fundamental. Não defino a estratégia italiana com base em minhas relações pessoais”, ressaltou.
Diante disso, defendeu a redefinição do papel da Itália no contexto geopolítico, insistindo em sua rejeição a um país “submisso” ou que “se considere inferior aos demais”.
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