Publicado 24/04/2026 09:37

Meloni, sobre a proposta dos EUA de suspender a Espanha da OTAN: Isso não é positivo; a OTAN deve permanecer unida

A primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, foi recebida pelo presidente de Chipre, Nikos Christodoulides, ao chegar à cúpula informal de líderes da UE em Nicósia.
ALEX MITA / EUROPEAN UNION

NICÓSIA 24 abr. (pela correspondente especial da EUROPA PRESS, Laura García Martínez) -

A primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, defendeu nesta sexta-feira a importância de a OTAN permanecer “unida” dado o contexto internacional, por isso afirmou que não vê com bons olhos tensões como a ideia contida em um relatório interno do Pentágono que aponta a possibilidade de suspender a Espanha como membro, como punição por não cooperar em operações americanas.

“Não (vejo isso) com bons olhos. Acho que a OTAN deve permanecer unida, é um elemento de força que temos neste contexto e temos que trabalhar para reforçar a OTAN”, declarou a primeira-ministra italiana à imprensa na capital cipriota, Nicósia, ao ser questionada sobre a controvérsia que afeta a Espanha.

Meloni, que também indicou não ter conversado recentemente com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, após a última polêmica envolvendo troca de palavras sobre o papa, insistiu em suas declarações na importância da unidade, sem se pronunciar mais sobre a polêmica.

“Devemos trabalhar para fortalecer a OTAN e para fortalecer a coluna europeia da OTAN, que é o que estamos fazendo agora. Uma coluna que claramente deve ser complementar à americana”, concluiu.

A OTAN ESCLARECE QUE SEU TRATADO NÃO PREVÊ A SUSPENSÃO DE UM MEMBRO

A própria OTAN se pronunciou sobre o assunto por meio de um porta-voz que, em declarações à Europa Press, esclareceu que a Aliança Atlântica não prevê em seu Tratado a possibilidade de suspender, expulsar ou limitar a participação dos aliados.

A única possibilidade de um Estado-membro deixar de fazer parte da Aliança Atlântica é por vontade própria, conforme previsto no artigo 13 do Tratado de Washington, que explica que “qualquer uma das partes poderá deixar de ser parte” um ano após “ter notificado sua denúncia ao Governo dos Estados Unidos”.

Após os vazamentos que apontam para os planos de Washington de sondar o terreno para a expulsão da Espanha da OTAN, o presidente do Governo, Pedro Sánchez, minimizou a importância do assunto, defendendo que não recebeu nenhuma reclamação formal por parte do governo de Donald Trump e afirmando que a Espanha é um parceiro “leal” que cumpre suas obrigações com a Aliança Atlântica.

“Nós não trabalhamos com e-mails, trabalhamos com documentos oficiais e posições assumidas, neste caso, pelo Governo dos Estados Unidos. A posição do Governo da Espanha é clara: colaboração absoluta com os aliados, mas sempre dentro do quadro da legalidade internacional”, concluiu Sánchez nesta mesma sexta-feira, ao ser questionado sobre o assunto também na cúpula que os chefes de Estado e de Governo da UE realizam em Nicósia.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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