Publicado 21/07/2026 09:34

Meloni pede que se chegue “ao fundo da questão” sobre a morte de um marroquino, mas condena os protestos violentos em Bolonha

Confrontos pela cidade entre ativistas e forças de segurança após a manifestação em memória de Fakir. Bolonha (Itália), 20 de julho de 2026.(Foto: Guido Calamosca/LaPresse)..Confrontos eclodiram na cidade entre ativistas e as forças de segurança após a ma
Europa Press/Contacto/Guido Calamosca

MADRID 21 jul. (EUROPA PRESS) -

A primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, classificou nesta terça-feira como “inaceitável” a morte do cidadão marroquino Abderrahim Fakir, que faleceu no domingo após ter sido amarrado por policiais durante uma prisão na cidade de Bolonha, pedindo que o caso seja investigado “até o fim” e que haja prestação de contas por esse episódio que gerou indignação na Itália, embora tenha condenado os protestos violentos e o fato de a cidade estar sendo “virada de cabeça para baixo”.

“O que aconteceu em Bolonha é inaceitável. Quanto à morte de Abderrahim Fakir, é imprescindível que as possíveis responsabilidades sejam apuradas com o máximo rigor. É preciso chegar ao fundo da verdade, sem preconceitos e sem fazer concessões a ninguém”, afirmou a líder italiana em uma mensagem nas redes sociais.

A vítima faleceu após ser borrifada com spray de pimenta e imobilizada por policiais em plena rua, conforme mostra o vídeo divulgado após o incidente, um caso que gerou polêmica no país.

De qualquer forma, Meloni enviou uma mensagem de apoio às forças de segurança italianas, enfatizando que “nada pode justificar a violência” contra os órgãos de segurança. “Quem optou por usar esse incidente como pretexto para virar a cidade de cabeça para baixo, agredir os policiais e semear a violência, colocando em risco também a integridade de cidadãos que nada tinham a ver com os distúrbios, não buscava a verdade: buscava o confronto”, criticou ela.

“Alimentar um clima de ódio e de deslegitimação contra todo um Corpo do Estado é um ato de grave irresponsabilidade. Transformar milhares de mulheres e homens uniformizados em alvos significa atacar aqueles que, todos os dias, servem à Itália com profissionalismo, sacrifício e coragem”, insistiu a primeira-ministra em meio aos protestos pela morte de Fakir, que culminaram em confrontos violentos com os policiais.

Justamente nesta segunda-feira, o sindicato policial SIULP denunciou que os protestos em Bolonha resultaram em 80 policiais feridos após o “arremesso de objetos, o uso de artefatos explosivos e as agressões contra os policiais”.

“Trata-se de condutas gravíssimas que nada têm a ver com o exercício legítimo do direito de se manifestar ou de exigir que a verdade seja esclarecida”, afirmou o sindicato policial, que transmite suas condolências à família do falecido, mas ressalta que “é inaceitável que um assunto tão delicado tenha sido inflamado de forma irresponsável”.

Dessa forma, o sindicato criticou “os habituais profissionais da desordem” que se aproveitam dessa situação para “alimentar tensões e atacar os membros das Forças Policiais”.

Atualmente, dois policiais da delegacia de Pontevecchio, em Bolonha, e quatro profissionais de saúde do serviço de ambulâncias estão sendo investigados pela morte de Fakir neste domingo, após ele ter sido imobilizado pelos policiais.

O prefeito de Bolonha, Matteo Lepore (Partido Democrático, esquerda), e o presidente da região de Emilia-Romagna, Michele De Pascale (também do Partido Democrático), pediram esclarecimentos sobre o ocorrido, enquanto, pela direita, partidos como a Liga ou Irmãos da Itália defenderam a polícia. “Estou sempre do lado da polícia. Estamos aguardando para entender o que aconteceu”, afirmou o vice-primeiro-ministro Matteo Salvini.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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