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MADRID 26 mar. (EUROPA PRESS) -
A primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, e os principais parceiros do governo de coalizão, Antonio Tajani e Matteo Salvini, concordaram nesta quarta-feira em descartar antecipadamente a participação italiana no "possível" destacamento militar na Ucrânia, um dia antes de o presidente francês Emmanuel Macron reunir representantes de cerca de 30 países em Paris.
A reunião convocada por Meloni, que também contou com a presença do ministro da defesa italiano, Guido Crosetto, teve como objetivo reunir posições para as negociações que estão por vir, embora o primeiro-ministro já tenha descartado qualquer envolvimento militar nas forças de paz propostas por Macron e pelo chefe do governo britânico, Keir Starmer.
Por outro lado, as autoridades italianas defendem o envolvimento das Nações Unidas na implementação e no monitoramento do cessar-fogo, embora o presidente ucraniano, Volodimir Zelenski, já tenha alertado que uma possível missão da ONU seria mais limitada para agir em caso de ameaças do que um destacamento elaborado fora da ONU.
Os parceiros da coalizão em Roma também concordaram sobre a necessidade de trabalhar em conjunto com parceiros internacionais para obter garantias de segurança "robustas e eficazes" para a Ucrânia, para as quais Meloni sugeriu aproveitar a estrutura da OTAN.
Nesse sentido, o governo italiano vê espaço para colocar a Ucrânia sob o guarda-chuva do Artigo 5 da Aliança Atlântica, que prevê a defesa coletiva no caso de um ataque. De acordo com Roma, essa ideia "está atraindo cada vez mais interesse entre os parceiros internacionais", apesar de a Ucrânia não ser membro da OTAN.
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