Europa Press/Contacto/Ansa/Massimo Percossi
MADRID 9 abr. (EUROPA PRESS) -
A primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, negou nesta quinta-feira a existência de uma crise em seu governo, enfatizando que não renunciará nem proporá uma remodelação, após o revés sofrido no referendo sobre a reforma judicial, que perdeu por oito pontos; pelo contrário, ela afirmou que governará “até o último dia” de seu mandato.
“Não haverá reorganização do Gabinete e não renunciaremos; governaremos até o último dia de nosso mandato”, assegurou em um discurso perante a Câmara dos Deputados, no qual aproveitou para relançar o ímpeto do Executivo ao entrar no último ano de mandato antes das eleições legislativas, que não devem ocorrer depois de dezembro de 2027.
Dessa forma, negou qualquer crise após o fracasso no referendo sobre a reforma judicial, realizado em 23 de março, insistindo que esse revés “reaviva o ânimo” do gabinete, segundo informa o jornal “La Stampa”. Quase 54% dos cidadãos rejeitaram a reforma em uma consulta promovida pela líder de extrema direita, o que representa seu primeiro revés significativo desde que assumiu o cargo em 2022.
Meloni reiterou sua posição contrária à guerra no Irã, para enfatizar que a Itália “nem compartilhou nem participou” da ofensiva lançada pelos Estados Unidos e Israel no último dia 28 de fevereiro e, em meio à incerteza sobre o cessar-fogo de duas semanas acordado entre Washington e Teerã, destacou que a situação está “a um passo do ponto sem volta”, pelo que apelou para que se busque a paz “com determinação”.
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