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BRUXELAS 10 mar. (EUROPA PRESS) - Os líderes da Alemanha, Friedrich Merz, da Itália, Giorgia Meloni, e da Bélgica, Bart de Wever, convocaram novamente nesta terça-feira uma reunião — desta vez virtual — com parte de seus parceiros da União Europeia para abordar a situação energética e o aumento dos preços como consequência do conflito no Oriente Médio, bem como formas de simplificação para impulsionar a competitividade, em um encontro que servirá para preparar o Conselho Europeu da próxima semana.
No final da reunião, o governo italiano explicou em um comunicado que o debate se concentrou principalmente nas consequências de curto e médio prazo do conflito no Oriente Médio sobre o mercado energético mundial e nas possíveis iniciativas que poderiam ser impulsionadas rapidamente para conter a pressão sobre os preços da energia.
Da mesma forma, o governo alemão indicou em outro comunicado que os líderes “identificaram os preços da energia como um problema urgente” sobre o qual os chefes de Estado e de governo da UE deverão “tomar decisões” em sua próxima cúpula, nos dias 19 e 20 de março. O objetivo deve ser apontar medidas “específicas, temporárias e bem coordenadas”, acrescenta a declaração alemã.
A primeira-ministra, Giorgia Meloni, insistiu ainda em defender que é necessária uma suspensão temporária do mecanismo de imposição de carbono (ETS); enquanto o chanceler alemão, Friedrich Merz, também apoiou a necessidade de “acelerar” a revisão do sistema ETS, avançar para uma “maior simplificação” da regulamentação comunitária e abrir-se a mais ajudas às empresas.
Embora a lista de participantes só tenha sido divulgada após o término da chamada, soube-se posteriormente que foram 21 os líderes que participaram: Áustria, Chipre, Croácia, República Tcheca, Dinamarca, Estônia, Finlândia, Letônia, Lituânia, Malta, Países Baixos, Portugal, Polônia, Romênia, Espanha, Eslovênia, Suécia e Eslováquia. A chefe do Executivo comunitário, Ursula von der Leyen, também participou.
FORMATO ALDEN BIESEN A reunião ocorreu na última hora desta terça-feira com o objetivo de tratar de questões de “competitividade”, seguindo o formato do chamado “grupo de Alden Biesen” — embora nem todos os participantes da época possam se juntar desta vez —, conforme confirmaram à Europa Press fontes oficiais de um dos organizadores.
Com este formato, a fonte refere-se à reunião prévia à cimeira informal de líderes da UE que teve lugar em fevereiro passado no castelo de Alden Biesen (leste da Bélgica), à qual assistiram cerca de vinte mandatários, entre os quais não se encontrava o presidente espanhol, Pedro Sánchez, mas sim a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, o presidente francês, Emmanuel Macron, ou o primeiro-ministro polonês, Donald Tusk. Nesta ocasião, no entanto, fontes do governo indicaram à Europa Press que o presidente Sánchez participou da reunião, definida pelos organizadores como um contato “informal” entre líderes com a intenção de se repetir a cada pouco tempo.
Fontes do Executivo de Von der Leyen não esclareceram se ela participaria desta vez na reunião telemática, mas os organizadores confirmaram posteriormente a sua participação. O presidente do Conselho Europeu, António Costa, por sua vez, foi informado da convocatória, mas, tal como aconteceu da primeira vez, não participou.
Vale lembrar que o primeiro encontro gerou mal-estar entre alguns líderes, como Sánchez e Costa, que transmitiram aos organizadores a importância de manter a “unidade” para alcançar “consensos”, ao mesmo tempo em que os alertaram que, para alcançar tal unidade, o local de encontro deve ser o Conselho Europeu e não “pequenos grupos, que podem ser contraproducentes para esse objetivo”.
O governo espanhol, por sua vez, também comunicou ao executivo italiano que não via com bons olhos este tipo de reuniões porque “minam” os princípios básicos da União Europeia e afastam as soluções em vez de as aproximar.
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