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MADRID 25 set. (EUROPA PRESS) -
A primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, questionou o papel do diálogo e da diplomacia na manutenção da paz em um momento em que há 56 conflitos em andamento no mundo, o maior número desde a Segunda Guerra Mundial, perante a Assembleia Geral das Nações Unidas na quarta-feira.
"Vivemos em um mundo profundamente diferente daquele que foi fundado em 1945, quando 51 nações, agora quase todas as nações do mundo, decidiram se unir para fundar uma organização internacional cujo principal objetivo era evitar a guerra. A pergunta que devemos nos fazer 80 anos depois, ao olharmos ao nosso redor, é: fomos bem-sucedidos? A resposta, todo mundo sabe, porque está nas manchetes e é implacável", disse o líder conservador, antes de ressaltar que "a paz, o diálogo e a diplomacia parecem incapazes de convencer ou vencer".
Nessa linha, a chefe do Executivo italiano citou o conflito na Faixa de Gaza, denunciando que Israel "foi longe demais" em sua resposta aos ataques do Movimento de Resistência Islâmica (Hamas) em 7 de outubro de 2023, "violando as normas humanitárias, causando um massacre de civis", razão pela qual anunciou que Roma apoiará "algumas das sanções propostas pela União Europeia" contra as autoridades israelenses, embora não tenha especificado quais.
"Israel deve escapar da armadilha dessa guerra. Deve fazer isso pela história do povo judeu, por sua democracia, pelos inocentes, pelos valores universais do mundo livre do qual faz parte. E para acabar com uma guerra, são necessárias soluções concretas. Porque a paz não é construída apenas por apelos, nem por proclamações ideológicas aceitas por aqueles que não a querem", acrescentou o líder, depois que dezenas de milhares de manifestantes se manifestaram nas principais cidades do país por causa da recusa em reconhecer oficialmente o Estado palestino.
Meloni reiterou que, para que a Itália atue nesse sentido, duas condições "essenciais" devem ser atendidas: a libertação de todos os reféns mantidos na Faixa de Gaza e a exclusão do Hamas de qualquer futuro governo palestino.
O primeiro-ministro enfatizou que foram as milícias "que desencadearam a guerra, que poderiam pôr fim ao sofrimento dos palestinos libertando imediatamente todos os reféns, que parecem empenhadas em enriquecer com o sofrimento do povo que dizem representar".
PEDE UMA REFORMA PARA ACABAR COM O "DESPERDÍCIO" DA ONU
Meloni pediu a necessidade de reformar a Organização das Nações Unidas para que ela possa "estar à altura dos desafios que enfrentamos", 80 anos após sua fundação. 80 anos após sua fundação. "No multilateralismo, o diálogo e a diplomacia, sem instituições que funcionem como deveriam, são apenas palavras vazias; devemos reconhecer nossos limites", argumentou.
Assim, ele considerou que a ONU precisa "urgentemente" de uma reforma "profunda": "não uma reforma ideológica, mas pragmática e realista, que respeite a soberania das nações e esteja aberta a soluções compartilhadas", afirmou, defendendo uma instituição "capaz de minimizar a burocracia e o desperdício".
A italiana aproveitou a oportunidade para criticar o fato de "alguns" direitos humanos receberem menos proteção do que outros dentro das Nações Unidas, em uma atitude que ela descreveu como "hipócrita", e nesse sentido pediu "o valor negado da liberdade religiosa" e denunciou o fato de que "dezenas de milhões de pessoas em todo o mundo, a maioria delas cristãs, (são) perseguidas e massacradas".
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