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MADRID 11 jun. (EUROPA PRESS) -
A primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, exigiu nesta quinta-feira que a União Europeia faça valer sua voz na crise no Oriente Médio e, embora tenha declarado apoiar as negociações com o Irã para o cessar-fogo, destacou que o bloco deve estudar sanções contra o Irã “se este persistir no caminho errado”.
“No Conselho Europeu, trabalharemos para garantir que a União expresse uma posição comum, séria e credível. A Europa dispõe dos meios para fazer ouvir sua voz, a começar pelo regime de sanções”, afirmou em declarações no Parlamento, nas quais destacou que a UE deve estar preparada para acompanhar a situação no Irã.
“Se o Irã demonstrar com fatos que deseja retomar um caminho sério, verificável e construtivo, a Europa deve estar preparada para acompanhar esse processo com uma flexibilização gradual e reversível, mas também rápida, das sanções. Se Teerã persistir no caminho errado: ameaçando a liberdade de navegação, lançando ataques, apoiando milícias, violando as obrigações internacionais, então a UE deve estar preparada para aumentar a pressão, inclusive por meio de novas medidas específicas", refletiu em uma intervenção publicada pelo jornal 'La Stampa'.
De qualquer forma, Meloni defendeu o processo de negociações entre os Estados Unidos e o Irã, agora em situação delicada devido à troca de ataques militares dos últimos dias, insistindo que é preciso “evitar uma maior escalada da crise e criar as condições para que o debate retorne à via política e diplomática”.
“Continuamos apoiando o delicado diálogo entre os Estados Unidos e o Irã e os importantes esforços de mediação realizados por vários países, em particular o Catar e o Paquistão”, afirmou, para ressaltar que o processo é “frágil” e que as questões pendentes “são numerosas e complexas”.
Nesse sentido, ela destacou que as negociações “ainda são possíveis”, apesar da crescente escalada na região. Meloni, de qualquer forma, enfatizou que a Itália não fica de braços cruzados enquanto isso e que trabalha pela reabertura do Estreito de Ormuz, um bloqueio que considera “inaceitável”.
“A liberdade de navegação é um bem comum mundial e não pode ser submetida à lógica da chantagem. Permitir que alguém decida quem pode e quem não pode passar por um ponto-chave marítimo significaria abrir as portas para um mundo em que as principais rotas marítimas se tornem instrumentos de pressão política ou coerção militar”, alertou a líder italiana.
A crise no Oriente Médio vive um segundo dia consecutivo de ataques cruzados entre Washington e Teerã, uma situação que levou o Irã a alertar que os últimos bombardeios americanos “tornam praticamente inútil” o acordo de cessar-fogo alcançado em abril.
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