MADRID
A primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, recebeu neste domingo em audiência Luca Signorelli, o civil que conseguiu imobilizar o indivíduo que feriu sete pessoas no centro histórico da cidade de Modena ao atropelá-las com seu veículo e esfaqueou outra pouco depois de sair do carro.
Meloni saudou Signorelli, com quem se encontrou durante sua visita ao hospital de Baggiovara, onde estão os feridos, como um herói cujo “coração escolheu fazer o bem, mesmo que isso implicasse um risco” e é precisamente “nessa escolha, tão humana e tão luminosa, que uma vida normal se torna um exemplo e deixa uma marca destinada a perdurar”.
O ataque de Modena, ainda sob investigação, serviu ao vice-primeiro-ministro da Itália, Matteo Salvini, para reabrir o debate sobre a imigração. O acusado, Salim El Koudri, de 31 anos, sem antecedentes criminais e italiano de “segunda geração” com ascendência marroquina, encontra-se agora detido no centro penitenciário municipal.
Embora os investigadores ainda não descartem o motivo terrorista (a brigada especializada da DDA de Bolonha está participando do caso), também estudam a possibilidade de que tenha sido resultado de uma crise mental, pois El Koudri estava em tratamento psiquiátrico.
Além disso, e segundo fontes do “Il Sole 24 Ore”, as primeiras conclusões do interrogatório em andamento na Delegacia Central de Polícia e da busca realizada em sua residência em Ravarino, uma pequena localidade a cerca de quinze quilômetros a nordeste da capital regional, “não detectaram indícios de radicalização religiosa nem de vínculos com grupos subversivos”.
Salvini, nas redes sociais, chamou-o de criminoso “de segunda geração” e afirmou que “não pode haver qualquer justificativa para um massacre: quem vier para a Itália deve respeitar nossas leis”. Seu partido de extrema direita, LaLiga, acrescentou em um comunicado adicional que “a integração da chamada ‘segunda geração’ fracassou” e “há pessoas absolutamente inintegráveis, pelo que não faz sentido que alguém negue as provas contundentes por razões ideológicas”.
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