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MADRID 18 jan. (EUROPA PRESS) -
A primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, considerou neste domingo que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, errou ao anunciar novas tarifas contra os países europeus por causa das manobras na Groenlândia, uma operação que, por outro lado, contou com a total rejeição da chefe do governo italiano, ideologicamente próxima do presidente norte-americano e que se ofereceu como mediadora para resolver esta nova crise.
“O anúncio deste aumento de tarifas contra as nações que decidiram contribuir para a segurança da Groenlândia é um erro, e obviamente não concordo”, declarou Meloni à imprensa italiana a partir de Seul, nova escala de sua turnê asiática.
A primeira-ministra italiana confirmou que manteve conversações a esse respeito com o próprio Trump, para lhe mostrar que o anúncio das manobras europeias “não é uma iniciativa contra os Estados Unidos, mas contra outros atores hostis”, em referência velada à Rússia e à China.
“Trump conhece minha opinião”, declarou à mídia, antes de anunciar uma rodada de conversas com líderes europeus nas próximas horas. “Acho muito importante dialogarmos entre nós e evitar uma escalada”, afirmou. A Itália é um país que se mostrou radicalmente contrário a esse desdobramento europeu. Seu ministro da Defesa, Guido Crosetto, expressou seu desdém por esse envio fragmentado de países, os mesmos que acabaram sendo ameaçados por Trump. “Imaginem: 15 italianos, 15 franceses, 15 alemães... me parece o começo de uma piada. Acho que nos convém manter o mundo ocidental unido, sempre pensando nos termos da OTAN e da ONU”, afirmou Crosetto na sexta-feira passada, durante a apresentação da estratégia nacional italiana para o desenvolvimento do Ártico.
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