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MADRID 23 jun. (EUROPA PRESS) -
A primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, prometeu "respeitar" o horizonte de gastos com defesa estabelecido para a próxima década na OTAN, porque, embora aceite que o horizonte de 5% será um desafio "importante", ela entende que "a alternativa seria mais cara e pior".
"Não deixaremos a Itália exposta, fraca, incapaz de se defender e proteger seus interesses", proclamou Meloni, sob aplausos dos eurodeputados durante uma apresentação na Câmara dos Deputados, na qual ele analisou as posições de seu governo sobre algumas das questões internacionais atuais antes dos principais eventos desta semana.
A Itália é um dos países da Aliança Atlântica que menos investe em defesa - cerca de 1,5%, de acordo com os números para 2024 - e um de seus principais esforços para a reunião de líderes em Haia foi adiar o cumprimento do compromisso de 5% por uma década, como finalmente incluído na proposta final do Secretário-Geral Mark Rutte.
Essa fórmula, que inclui 3,5% em investimento militar puro e mais 1,5% para gastos indiretos, como infraestrutura e indústria, satisfaz Meloni, que a considera "compatível" com as outras prioridades de seu governo e "coerente" com os compromissos assumidos.
"Sem defesa não há segurança, e sem segurança não há liberdade, bem-estar e prosperidade", disse ele na Câmara dos Deputados.
TENSÃO NO ORIENTE MÉDIO
Durante seu discurso, a primeira-ministra italiana também fez alusão à escalada das tensões no Oriente Médio, tanto por causa do conflito na Faixa de Gaza quanto pelo constante fogo cruzado entre Israel e Irã, ao qual os Estados Unidos se juntaram diretamente no domingo.
Meloni destacou que nenhum avião norte-americano decolou de bases italianas e que a Itália "não participou de nenhuma operação militar", de acordo com as declarações feitas pelos ministros das Relações Exteriores e da Defesa nas últimas horas.
Ele também expressou sua preocupação com uma nova escalada e pediu o fim da "ambiguidade", pedindo claramente ao Irã que não responda ao bombardeio de três instalações nucleares pelas forças armadas dos EUA no domingo.
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