Domenico Cippitelli / Zuma Press / Europa Press
MADRID 4 set. (EUROPA PRESS) -
A primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, comemorou nesta sexta-feira o fato de seu governo ter se tornado o mais duradouro da história da Itália, destacando a coalizão de direita formada pelos partidos Irmãos da Itália, Liga e Forza Italia, que está no poder desde outubro de 2022.
“Hoje, nosso governo se torna o mais duradouro da história da República Italiana. É um fato que recebo com gratidão e com um forte senso de responsabilidade. Pois a estabilidade não é um recorde para se exibir, mas a condição que permite a uma nação planejar, decidir, cumprir compromissos e fazer-se respeitar”, destacou a chefe do Executivo italiano em uma mensagem nas redes sociais após ultrapassar a marca de 1.413 dias.
Meloni, que também se tornou a primeira mulher a ocupar o cargo, destacou o trabalho de seu Executivo para reduzir o desemprego, apoiar as famílias e aumentar a segurança do país.
“Os resultados estão aí, mas sabemos muito bem quantas coisas ainda precisam ser feitas”, indicou ela, ao mesmo tempo em que ressaltou a seriedade nas contas públicas e que seu governo devolveu à Itália “peso e credibilidade no cenário internacional”.
Nesse ponto, ela defendeu a coalizão de direita, que forma junto com Matteo Salvini e Antonio Tajani, afirmando que a estabilidade é fruto de uma “coalizão unida, que governa com uma visão comum e que escolheu estar unida não contra alguém, mas para realizar um projeto para a Itália”.
Meloni destacou que os governos mais duradouros da história da Itália são de direita — o seu supera um dos mandatos de Silvio Berlusconi entre 2001 e 2005. “A estabilidade se constrói quando uma aliança compartilha valores, objetivos e uma visão da nação, não quando a única razão para se unirem é impedir que outros governem”, ressaltou.
Ao mesmo tempo, a primeira-ministra agradeceu o apoio popular conquistado em 2022, quando o partido Irmãos da Itália passou de um grupo minoritário de extrema direita para se tornar a principal força do país, e se propôs a renovar o governo no próximo ano, quando a Itália voltar às urnas.
“Voltaremos perante os cidadãos com o que fizemos, com o que ainda resta a ser feito e com nossa visão de futuro. E serão mais uma vez eles que decidirão se merecemos continuar neste caminho”, acrescentou, deixando claro que o Executivo italiano seguirá “em frente, com os pés no chão e o olhar voltado para o futuro”.
A Itália acumula cerca de 70 governos e mais de 30 primeiros-ministros ao longo de quase oito décadas de República, o que reflete a rotatividade que historicamente marcou o país, com seus governos durando, em média, apenas 13 meses.
Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático