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Prevê superar "de forma contundente" a Agrupação Nacional de extrema direita, liderada por Marine Le Pen
MADRID, 4 maio (EUROPA PRESS) -
O líder do partido de esquerda França Insubmissa, Jean-Luc Mélenchon, confirmou neste domingo sua candidatura às eleições presidenciais de 2027 — a quarta vez que disputará a corrida ao Palácio do Eliseu, após as eleições de 2012, 2017 e 2022 —, uma disputa para a qual se considera “o mais bem preparado” de seu partido.
“Sim, sou candidato”, afirmou no início de uma entrevista à emissora francesa TF1, na qual alegou ser “o mais bem preparado” dentro da França Insubmissa e que “o contexto e a urgência da situação ditaram a decisão” do partido.
O político de esquerda também criticou as “divisões internas nos partidos” que “levam a uma profusão de candidaturas e à confusão”, argumentando que essa é uma situação que não ocorre em sua formação: “Para nós é simples. Há uma única equipe, um único programa, um único candidato”, afirmou antes de esclarecer que sua equipe eleitoral “será o rosto” de seu “futuro governo”.
Quanto à competição com os demais candidatos, e após ficar em 2022 a pouco mais de 420 mil votos de passar para o segundo turno, Mélenchon mostrou-se otimista quanto às suas chances de superar a extrema direita Agrupamento Nacional, independentemente de quem liderar a candidatura: o presidente do partido, Jordan Bardella, ou Marine Le Pen, líder da formação.
“Eles são o principal rival, já que parece que vão vencer”, observou Mélenchon antes de lançar: “Sinceramente, não acredito nisso. Nem sei se chegarão ao segundo turno”. “Acho que vamos derrotá-los de forma contundente”, acrescentou.
O líder da França Insubmissa abordou assim uma candidatura que encara com um olho voltado para o cenário internacional, sinalizando “sem intenção de alarmar, mas com lucidez”, que a humanidade está “entrando em uma época muito turbulenta da história mundial”. “Estamos ameaçados por uma guerra generalizada e por uma mudança climática drástica”, alertou antes de advertir que “se aproxima uma crise econômica e social”.
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