Publicado 13/05/2026 18:18

Mélenchon revela que a França está investigando uma empresa israelense por suposta interferência nas eleições municipais

Archivo - Arquivo - 26 de fevereiro de 2026: Jean-Luc Mélenchon em comício do partido “La France Insoumise” para apoiar os candidatos do LFI em Lyon nas eleições municipais e metropolitanas, em 26/02/2026. Foto: Sandrine Thesillat / PsNewz
Europa Press/Contacto/Sandrine Thesillat - Arquivo

O líder da LFI afirma que pelo menos três candidatos de seu partido foram alvo de vigilância

MADRID, 13 maio (EUROPA PRESS) -

O líder e candidato à presidência pela La France Insoumise, Jean-Luc Mélenchon, exigiu nesta quarta-feira uma lei para combater as “ingerências” estrangeiras, após revelar que os serviços de inteligência do país estão investigando uma empresa de Israel que teria espionado três candidatos de seu partido durante a campanha para as eleições municipais realizadas em março passado.

"Os serviços de inteligência do nosso país suspeitam que a empresa israelense 'BlackCore' tenha interferido contra nós durante a campanha municipal", afirmou ele em uma mensagem divulgada em suas redes sociais.

O líder de esquerda precisou que Sébastien Delogu, François Piquemal e David Giraud, todos membros da LFI, "foram alvo dessas ações". “O resultado: milhares de mensagens divulgadas para mentir e desacreditá-los”, acrescentou.

Dos três supostamente afetados, apenas Giraud venceu as eleições, conquistando a prefeitura de Roubaix, cidade localizada no norte da França, perto da fronteira com a Bélgica. Delogu e Piquemal mantêm seus assentos na Assembleia Nacional.

Mélenchon, que pediu ao governo francês “uma lei que permita combater as interferências estrangeiras”, citou “um artigo que demonstra que os serviços de inteligência do nosso país (...) nos alertaram a tempo e identificaram quem é o elo de ligação de tudo isso”.

Assim, ele garantiu que na LFI são “vítimas de quase todas as artimanhas, e esta é uma delas”. “Milhares de mensagens enviadas que nos arrastam pela lama, ou mentem, inventam histórias, nos acusam de crimes que não cometemos”, enfatizou, antes de denunciar que “jornais como o ‘Libé’ (Libération) ou o ‘Le Monde’ repetem tudo o que se diz sobre a La France Insoumise, sempre que se trata de calúnias, maldades e horrores”.

Mélenchon insistiu em pedir ao Executivo francês que tome medidas, denunciando que "(eles) estão encurralados", e afirmou que, embora "neste caso se trate de agências de influência de Israel (que atuam) contra (eles), poderiam ser outras". "Para nós, não faz diferença quem nos ataca", assegurou.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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