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MADRID, 10 abr. (EUROPA PRESS) -
A primeira-dama dos Estados Unidos, Melania Trump, negou ter mantido qualquer tipo de vínculo com o criminoso sexual Jeffrey Epstein, encontrado enforcado em sua cela logo após ser detido em julho de 2019, e declarou que não foi apresentada a seu marido, Donald Trump, por ele: “As mentiras que me ligam ao desprezível Jeffrey Epstein devem acabar hoje”.
“As pessoas que mentem sobre mim carecem de padrões éticos, humildade e respeito. Não me oponho à ignorância delas, mas rejeito suas tentativas mesquinhas de difamar minha reputação”, disse Trump em uma aparição surpresa diante das câmeras no Salão da Cruz da Casa Branca para abordar o assunto.
“Nunca fui amiga de Epstein. Donald e eu fomos convidados para as mesmas festas que Epstein de vez em quando, já que a sobreposição de círculos sociais é comum na cidade de Nova York e em Palm Beach”, explicou ela, embora tenha ressaltado que “nunca teve qualquer relação com Epstein ou sua cúmplice, Maxwell”.
Assim, ela argumentou que sua “resposta por e-mail a Maxwell não pode ser apresentada como nada além de correspondência casual”. “Minha resposta educada ao e-mail dela não passa de uma nota trivial”, destacou Melania Trump, que também negou ser “vítima de Epstein”.
“Epstein não me apresentou a Donald Trump. Conheci meu marido, por acaso, em uma festa em Nova York em 1998. Esse encontro inicial com meu marido está documentado em detalhes no meu livro, 'Melania'", explicou ela, ao mesmo tempo em que afirmou que a primeira vez que "cruzou o caminho" de Epstein "foi no ano 2000", em um evento ao qual compareceu junto com o atual presidente.
“Naquela época, eu nunca tinha me encontrado com Epstein nem tinha conhecimento de suas ações criminosas. Há anos circulam nas redes sociais inúmeras imagens falsas e alegações sobre Epstein e eu. Cuidado com o que acreditam. Essas imagens e histórias são totalmente falsas”, destacou.
Por isso, ela enfatizou que “não é testemunha nem foi citada como testemunha em nenhum dos crimes de Epstein”. “Meu nome nunca apareceu em documentos judiciais, depoimentos, declarações de vítimas ou interrogatórios do FBI relacionados ao caso Epstein”, acrescentou a primeira-dama, que destacou que “nunca teve conhecimento dos abusos de Epstein contra suas vítimas”.
"Nunca estive envolvida de forma alguma. Não participei, nunca estive no avião de Epstein e nunca visitei sua ilha particular", destacou. "Nunca fui acusada judicialmente ou condenada por um crime relacionado ao tráfico sexual, abuso de menores e outros comportamentos repulsivos de Epstein", enumerou.
“As calúnias contra mim por parte de pessoas e entidades mal-intencionadas e com motivações políticas, que buscam manchar meu bom nome para obter ganhos financeiros e ascensão política, devem cessar”, reclamou Melania Trump, que afirmou que seus advogados “lutaram com sucesso contra essas mentiras infundadas” e antecipou que “continuarão mantendo sua sólida reputação”.
Dessa forma, ela destacou que “até o momento, várias pessoas e empresas foram legalmente obrigadas a se desculpar publicamente e se retratar por suas mentiras” sobre ela e sua suposta relação com Epstein.
“Vários executivos de destaque renunciaram aos seus cargos de poder depois que esse assunto foi amplamente politizado. É claro que isso não equivale a culpa, mas, mesmo assim, devemos trabalhar de forma aberta e transparente para descobrir a verdade”, argumentou, antes de pedir ao Congresso que “ofereça às vítimas de Epstein” uma “audiência pública voltada especificamente para as sobreviventes”.
"Todas e cada uma das mulheres deveriam ter seu dia para contar sua história em público, se assim o desejarem, e então seu depoimento deveria ser registrado permanentemente no Registro do Congresso. Só então, e somente então, teremos a verdade”, acrescentou Melania Trump em sua declaração, que foi recebida com surpresa, já que nos últimos dias o caso Epstein não estava nas manchetes devido à ofensiva dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã.
O presidente dos Estados Unidos vem há meses rejeitando acusações contra ele por suas ligações com Epstein, especialmente depois que o Departamento de Justiça publicou milhões de documentos relacionados ao caso no âmbito da Lei de Transparência aprovada “ad hoc” em novembro, que incluem menções a Trump em mais de mil ocasiões.
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