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MADRID 10 out. (EUROPA PRESS) -
A primeira-dama dos Estados Unidos, Melania Trump, anunciou nesta sexta-feira um acordo que permitiu a "reunificação" com suas famílias de oito crianças "separadas" pela guerra na Ucrânia, graças a uma linha de contato que a esposa de Donald Trump abriu diretamente com o presidente da Rússia, Vladimir Putin, após a cúpula bilateral no Alasca.
A esposa do presidente dos EUA pediu a Putin algum tipo de gesto por carta, o que permitiu a abertura de um novo "canal" que resultou em várias reuniões e telefonemas nos últimos meses, "tudo de boa fé", como ela mesma explicou em uma declaração sem perguntas à mídia na Casa Branca.
Graças a esses contatos "diretos" com o Kremlin, "oito crianças foram reunidas às suas famílias nas últimas 24 horas". Melania Trump elogiou a disposição das autoridades russas, que forneceram detalhes das crianças para "verificar as identidades e as circunstâncias" dessas oito crianças, um processo no qual os Estados Unidos e a Ucrânia também colaboraram.
A primeira-dama garantiu que a Rússia aceitou o retorno daqueles que já completaram 18 anos e advertiu que seu trabalho continua, com o objetivo de "reunir mais crianças em um futuro próximo". "Espero que a paz chegue logo. Ela pode começar com as crianças", disse ela em seu discurso.
O Tribunal Penal Internacional (TPI) indiciou Putin em março de 2023 pela deportação forçada de crianças ucranianas, alegando que ele pode ter cometido crimes de guerra. O governo ucraniano tem denunciado repetidamente essas transferências, bem como as tentativas da Rússia de doutrinar crianças nos territórios ocupados.
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