Europa Press/Contacto/Yekaterina Shtukina
MADRID 9 jan. (EUROPA PRESS) - O vice-presidente do Conselho de Segurança e ex-presidente russo, Dimitri Medvedev, afirmou nesta sexta-feira que os Estados Unidos devem reconhecer a “legitimidade” da invasão da Ucrânia, após o ataque à Venezuela no último dia 3 de janeiro, que resultou na prisão do presidente venezuelano, Nicolás Maduro.
Em uma mensagem nas redes sociais, Medvedev classificou como “grosseria e vilania” a intervenção americana em Caracas para destituir Maduro do poder e duvida que os Estados Unidos tenham interesse em uma ação em maior escala no país, caso as autoridades interinas se recusem a cooperar com Washington.
Ele enfatiza que as elites americanas devem, após a operação militar na Venezuela, “enfiar para sempre suas línguas compridas em seus traseiros raquíticos” e “reconhecer a legitimidade das ações da Rússia no âmbito da operação militar especial”, como os líderes russos se referem à invasão da Ucrânia.
Nesse sentido, ele avisa que os Estados Unidos enfrentarão um cenário “muito mais sangrento” em Caracas se intervierem caso as autoridades venezuelanas não cooperem para compartilhar o petróleo a longo prazo com os americanos. “Será que Trump realmente iniciará uma operação terrestre? Nesse caso, sem dúvida não poderia prescindir do Congresso, e seria muito mais sangrento do que o descarado sequestro de Maduro”, advertiu.
MADURO COMO UM “MANDELA LATINO-AMERICANO” De qualquer forma, Medvedev enfatiza que, sobre a situação de Maduro, resta apenas que Washington o liberte “discretamente” e “sob algum pretexto plausível”, ou que o líder chavista se torne “um novo Mandela latino-americano”.
“Então, seu nome será inscrito nas tabuinhas da história sul-americana ao lado de Bolívar, Miranda e Chávez”, assegurou, prevendo que esse é o cenário mais provável. Segundo o ex-presidente russo, Maduro acabará sendo perdoado por Trump ou seu sucessor quando for submetido à pressão da opinião pública.
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