Publicado 25/08/2026 12:41

Medvedev acusa o Ocidente de criar “novos focos de conflito” em suas fronteiras

Ele aponta a OTAN como uma aliança “hostil” a Moscou que “se expande constantemente”

RÚSSIA, MOSCOU – 24 DE AGOSTO DE 2026: O vice-presidente do Conselho de Segurança da Rússia e presidente do Partido Rússia Unida, Dmitry Medvedev, discursa durante uma reunião com ativistas do projeto federal do partido “Movimento Feminino da Rússia Unida
Europa Press/Contacto/Yekaterina Shtukina

MADRID, 25 ago. (EUROPA PRESS) -

O ex-presidente russo e vice-presidente do Conselho de Segurança da Federação Russa, Dimitri Medvedev, afirmou nesta terça-feira que o Ocidente busca criar “novos focos de conflito” em suas fronteiras, ressaltando que age “por meio de terceiros” e atrai para o conflito com a Rússia nações com laços históricos com Moscou.

“Durante séculos, o Ocidente tentou criar novos focos de tensão nas fronteiras da Rússia. Sua tática preferida é agir por meio de terceiros, atraindo nações com laços históricos com a Rússia para um confronto com Moscou”, afirmou o líder russo em declarações divulgadas pela agência TASS.

Nesse sentido, ele relacionou a guerra na Geórgia, após as disputas pelos territórios da Abkhazia e da Ossétia do Sul, com o atual conflito na Ucrânia. “Uma dessas questões é o direito dos povos da Abkházia e da Ossétia do Sul à autodeterminação e à obtenção da cidadania russa. Naquela época, assim como agora, os habitantes dos territórios libertados de Novorossiya votaram pela independência”, indicou ele, referindo-se às regiões ocupadas pela Rússia na invasão em grande escala lançada em fevereiro de 2022.

A EXPANSÃO DA OTAN REPRESENTA UMA “AMEAÇA EXISTENCIAL”

Na mesma linha, Medvedev atacou a OTAN, organização que qualificou de “hostil” à Rússia, e denunciou que sua política de expansão representa uma “ameaça existencial” para Moscou.

“Esse bloco político-militar hostil não apenas continua existindo, como também se expande constantemente”, denunciou. “A OTAN planeja admitir novos membros de antigas repúblicas soviéticas, como a Geórgia e a Ucrânia”, acrescentou ele sobre as aspirações desses países, que, por enquanto, são considerados apenas parceiros da OTAN e cuja adesão não está prevista no curto prazo.

“Como devemos responder? É evidente que tais medidas representam uma ameaça existencial para a Rússia”, insistiu o ex-presidente da Rússia entre 2008 e 2012.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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