Rober Solsona - Europa Press
VALÈNCIA, 9 jul. (EUROPA PRESS) -
O 'presidente' da Generalitat e do PPCV, Carlos Mazón, afirmou que o ex-presidente Francisco Camps "sempre" terá seu respeito "faça o que fizer e diga o que disser". "Ele sempre teve meu respeito e sempre o terá", garantiu.
Foi o que ele disse quando perguntado pela mídia, após assistir à apresentação da nova pasta do cidadão do Plano Simplifica da Generalitat, sobre o evento que Camps realizará nesta quarta-feira em Valência para apresentar seu "projeto político" e reconhecer seu "direito legítimo" de concorrer à liderança do PPCV.
"Este é o partido dele, eu sou seu presidente e o presidente Camps tem todo, todo, todo o meu respeito. Ele o teve, tem e continuará tendo, independentemente do que fizer e do que disser", enfatizou o chefe do Consell.
Ele também aproveitou a oportunidade para criticar a "caçada a que foi submetido pela esquerda", algo que, em sua opinião, "não tem nome". "Sempre o defendi e sempre o manterei", observou.
Quando perguntado sobre o fato de que os membros do partido estão incentivando Camps a apresentar sua candidatura à presidência do PPCV, Carlos Mazón respondeu: "Acho isso muito bom". E questionado sobre se considera que é o momento "certo" para realizar um evento como esse, ele respondeu que "quem quiser falar sobre o congresso regional" do PPCV "terá que avaliar isso".
"MONOGRAFICAMENTE FOCADO NA RECUPERAÇÃO".
Contra isso, ele insistiu que o que ele quer é "falar sobre a recuperação" da Comunidade Valenciana após o terremoto de 29 de outubro e argumentou: "Acredito que o PPCV tem, deve e será monograficamente focado na recuperação da área e na promoção da Comunidade Valenciana. Acredito que este é o momento de fazer isso. É nisso que acredito. "E, diante do resto, devemos ter respeito", acrescentou.
Nesse ponto, ele lembrou que se candidatou a um congresso regional do PPCV em 2021 "e havia três outras pessoas que decidiram se opor a mim". "E há duas dessas pessoas que agora são diretores gerais que estão em meu governo", disse ele.
Por isso mesmo, ele garantiu que essas questões devem ser tratadas "de forma totalmente natural, com democracia interna e com calma". "Mas repito, o que quer que ele faça, o que quer que ele (Camps) diga, depois do assédio a que foi injustamente submetido, ele teve, tem e sempre terá meu maior respeito", concluiu.
Finalmente, perguntado se, nesse caso, seria necessário "esquecer" a realização do congresso regional do PPCV, que deveria ter sido realizado neste verão, ele respondeu: "O que eu não esqueço é a recuperação".
CATALÁ PEDE QUE SE "ESPERE O MOMENTO ELEITORAL CERTO".
Por sua vez, a prefeita de Valência, Mª José Catalá, quando questionada pelos jornalistas sobre a pesquisa que, segundo a comitiva de Camps, coloca o "ex-presidente" como o possível candidato "popular" com maior capacidade de mobilização, limitou-se a indicar que dá às pesquisas eleitorais "a importância no momento certo".
"Eu acho que, para fazer uma verdadeira pesquisa, temos que esperar o momento eleitoral adequado, e obviamente não entro na avaliação desse tipo de pesquisa, ou de informação, ou da leitura que cada pessoa quer dar a essa informação", disse a 'popular', que nesta quarta-feira atendeu a imprensa em um evento para atualizar as informações sobre o incêndio na Avenida del Puerto.
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