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Ex-ministro critica a gestão de Sánchez em Ceuta e duvida que ele queira resolver o problema: “Ele busca enfraquecer a Espanha”
MADRID, 17 set. (EUROPA PRESS) -
O ex-ministro do Interior Jaime Mayor Oreja lembrou nesta quinta-feira que o governo de José María Aznar expulsou 103 imigrantes irregulares de Melilla em 1996, em uma semana, um episódio que, segundo ele, criou “um momento de tensão”, apesar de, na época, não terem chegado 70.000 pessoas, como ocorreu neste verão em Ceuta.
“Tivemos 103 imigrantes em Melilha. Não eram 70.000. E, evidentemente, levamos uma semana para resolver a situação”, declarou Mayor Oreja após participar da cerimônia de inauguração da exposição ‘Gregorio Ordóñez. A vida possível’, no Centro Cultural Eduardo Úrculo, em Madri.
Mayor Oreja explicou que, na época, o governo de Aznar teve que “fazer cinco ou seis viagens a países africanos para que fossem repatriados individualmente”. “E, evidentemente, ficamos no limite da legalidade, mas aquele foi um momento de tensão”, relembrou ele, referindo-se àquela repatriação de cerca de cem imigrantes em julho de 1996, apenas um mês após chegar ao Palácio da Moncloa.
“FAZER QUALQUER COISA, MENOS O QUE O GOVERNO FEZ”
O ex-ministro criticou duramente a atuação de Pedro Sánchez após a invasão de Ceuta e afirmou que “é preciso fazer qualquer coisa, menos o que o governo fez antes, durante e depois” dessa entrada em massa de imigrantes irregulares.
Depois de mencionar as medidas de Sánchez no País Basco e na Catalunha, ele afirmou que o que ele busca é a “fraqueza” e, no caso de Ceuta, que a cidade se torne “ingovernável”. “Uma Espanha fraca é uma política de terra queimada para que, quando ele governar, não haja outra alternativa a não ser dar razão aos adversários da Espanha: à ETA no País Basco, ao ERC e aos independentistas na Catalunha e ao Marrocos em Ceuta”, acrescentou.
Mayor Oreja acusou o governo de Sánchez de se apoiar na “mentira” e alertou que “os projetos baseados em mentiras levam à fraqueza”. “Eles precisam de uma Espanha fraca, para que não haja outra saída a não ser chegar a um acordo com os adversários da Espanha”, acrescentou.
O ex-ministro considera que eles não querem resolver o que está acontecendo em Ceuta e chegou a afirmar que buscam demonstrar que “a soberania espanhola fracassou em Ceuta”. “Em Ceuta, no fim das contas, espero que eles não governem, mas se governassem, chegariam a um acordo com o Marrocos”, previu.
Quando questionado se deveria haver demissões no governo devido à gestão da crise de Ceuta, Mayor Oreja disse que para quê pedir “algo impossível”. “Eu não peço coisas impossíveis; o que acredito é que o que é preciso é tomar consciência de que este não é um problema casual. Este é um projeto que visa o enfraquecimento da Espanha”, concluiu.
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