MADRID 18 jun. (EUROPA PRESS) -
Más Madrid criticou na quarta-feira que o prefeito da capital, José Luis Martínez-Almeida, "mais um ano se recusa" a pendurar a bandeira do arco-íris na fachada do Palácio de Cibeles e o acusou de "dar as costas ao Orgulho LGTB", ao mesmo tempo em que pediu para reforçar a atenção às vítimas do coletivo.
Como gesto de protesto, o grupo municipal desfraldou uma faixa na Calle Mayor com o slogan "Madri, orgulho pela bandeira", que, segundo o grupo, "representa uma cidade na qual cabem todas as pessoas" e na qual as instituições devem "comprometer-se ativamente com os direitos e liberdades de todos os cidadãos".
O porta-voz adjunto do Más Madrid na Câmara Municipal, Eduardo Rubiño, destacou à mídia que o gesto busca "mostrar o compromisso" do grupo com o Orgulho LGTB em um contexto internacional em que "a extrema direita está cortando direitos em muitos países", citando casos como "os Estados Unidos, a Hungria - onde a celebração do Orgulho foi proibida -, a Itália de Meloni ou a decisão no Reino Unido que apaga as pessoas trans do sistema legal".
Más Madrid também anunciou que levará uma iniciativa ao Plenário da Câmara Municipal, na qual exigirá não apenas a colocação da bandeira em Cibeles, mas também o reforço do serviço municipal para vítimas de LGTBIfobia.
Rubiño denunciou o fato de que o serviço "agora tem apenas meio psicólogo", ou seja, "um psicólogo de meio período para todos os cidadãos", e atribuiu sua baixa demanda à "absoluta falta de promoção" por parte da Prefeitura. De acordo com o conselheiro, "o serviço anterior atendia o dobro ou o triplo do número de pessoas" antes da chegada do atual governo municipal, e agora "é praticamente desconhecido".
INSTITUIÇÕES QUE ACOMPANHAM O LGTB
Rubiño afirmou que "há uma Madri que quer que suas instituições acompanhem as pessoas LGTB, seus direitos e suas liberdades", e acusou o prefeito de representar "uma parte minoritária e reacionária" que busca retroceder nos avanços sociais.
De acordo com o conselheiro, seu grupo levou propostas a todos os conselhos distritais para exigir a exibição da bandeira e a adoção de medidas específicas em favor do grupo, embora essas propostas "tenham entrado em conflito repetidas vezes com o PP, que está do lado dos direitistas mais antiquados".
Por sua vez, a porta-voz da Más Madrid, Rita Maestre, lembrou que Almeida "não compareceu a um único evento do Pride em sete anos", apesar de a celebração "atrair centenas de milhares de pessoas".
"Todo o orgulho que sentimos no Más Madrid é o desconforto que Almeida sente com o Orgulho LGBT", disse, criticando a "posição reacionária e castaísta" do prefeito. Maestre concluiu que seu partido continuará a trabalhar para garantir que a bandeira LGTB "tremule em Cibeles" como expressão de uma cidade "orgulhosa de ser quem é".
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