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MADRID 4 abr. (EUROPA PRESS) -
O ex-presidente do Panamá, Ricardo Martinelli, acusou o atual governo de colocá-lo em uma "armadilha vil" com o salvo-conduto concedido para que ele pudesse teoricamente deixar o país rumo à Nicarágua, onde tem asilo político e permanecerá por enquanto na embaixada nicaraguense.
Martinelli, que está cumprindo uma sentença de dez anos de prisão por lavagem de dinheiro, está na embaixada desde fevereiro de 2024, mas as autoridades panamenhas ofereceram a ele um salvo-conduto que expirou na quinta-feira. O governo nicaraguense estava buscando esclarecimentos sobre um alerta vermelho emitido pela Interpol antes de qualquer movimento.
"Era uma armadilha vil que estavam tentando me preparar", disse Martinelli em um vídeo na sexta-feira. "Por um lado, eles estavam me dando uma suposta saída e, por outro lado, queriam me ferrar inventando uma série de coisas", acrescentou.
O ex-presidente considera que as autoridades atuais "não têm palavra" e chegou a dizer que queriam "matá-lo".
O Ministério das Relações Exteriores, por sua vez, limitou-se a confirmar que o salvo-conduto concedido por razões humanitárias expirou, já que "o Governo da República da Nicarágua não respondeu sobre sua aceitação", embora o reconhecimento do asilo diplomático concedido a Martineli continue em vigor.
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