Publicado 20/07/2026 05:55

Maroto afirma que o PSOE sai “fortalecido” das primárias e promete integrar “todas as correntes” em seu projeto

Ela defende que o projeto socialista “não se trata de pessoas”, mas de maiorias, e desafia o PP a apostar na “democracia interna”

Reyes Maroto foi proclamada candidata socialista à prefeitura de Madri em 2027, em 19 de julho de 2026, em Madri (Espanha). A vencedora assume a missão de mobilizar o eleitorado abstinente de Madri para tentar recuperar a prefeitura de
Europa Press

MADRID, 20 jul. (EUROPA PRESS) -

A porta-voz socialista na Câmara Municipal de Madri e vencedora das primárias para a prefeitura em 2027, Reyes Maroto, afirmou nesta segunda-feira que os socialistas saem “fortalecidos” do processo interno no qual ela se impôs a Enma López, e prometeu continuar trabalhando em um projeto “coletivo” no qual haja espaço para “todas as correntes”.

“Quero agradecer aos militantes socialistas que ontem foram às Casas do Povo para votar, em um exercício de democracia interna que sempre fortalece o PSOE”, afirmou Maroto na coletiva de imprensa que antecedeu a sessão plenária da Cibeles.

Na coletiva de imprensa que antecedeu a sessão plenária de Cibeles, Maroto defendeu que a candidatura socialista “é decidida pelos militantes e pelas militantes” do PSOE e ressaltou que o partido saiu ontem “fortalecido” com “um projeto de unidade” e “coletivo”.

“Vamos continuar trabalhando nisso, em um projeto que amplie nosso espectro eleitoral, que alcance todas as maiorias e, acima de tudo, em um projeto transformador com um único objetivo: vencer as eleições em 2027”, afirmou.

Maroto voltará a ser candidata socialista à prefeitura de Madri após vencer Enma López nas primárias por mais de 200 votos. Por volta das 20h25, soube-se que, com 1.045 votos, Maroto se tornava candidata ao superar os 841 votos obtidos por sua rival.

“NÃO ESTAMOS FALANDO DE PESSOAS, ESTAMOS FALANDO DE PROJETOS”

Questionada sobre o futuro de Enma López no grupo municipal após ter disputado as primárias com ela, Maroto evitou personalizar a questão e ressaltou que o projeto socialista está acima dos nomes.

“Aqui não estamos falando de pessoas, estamos falando de projetos”, destacou ela, antes de defender que o projeto que começou a liderar em 2023 é “um projeto de maiorias”, “com raízes” e no qual cabem “todas as sensibilidades”.

A candidata insistiu que a democracia interna “cai muito bem” ao PSOE e garantiu que os socialistas saem desse processo “mais unidos” e “mais fortalecidos”, com o objetivo de vencer em 2027.

“Somos um partido plural, um partido que dialoga, que incorpora os melhores e, acima de tudo, as melhores propostas”, acrescentou Maroto, que ressaltou que o objetivo do PSOE é “vencer e governar”, pois “somente governando é possível mudar a vida das pessoas”.

MAIS DE 25 ANOS SEM REPETIR CANDIDATO

Maroto destacou que faz “mais de 25 anos” que o PSOE não repetia candidato à prefeitura de Madri. Nesse sentido, ela afirmou que chegou a Madri em 2023 com “muita empolgação” e com o objetivo de que os filiados se sentissem “orgulhosos” do projeto.

Sobre o prefeito, José Luis Martínez-Almeida, ela criticou que “em vez de trabalhar para os madrilenos, ele trabalha para o PP” e transforma a Prefeitura em “seu feudo”. “Temos dez meses pela frente até chegarmos à Cibeles e faremos isso com responsabilidade e entusiasmo”, afirmou.

DESAFIA O PP A REALIZAR PRIMÁRIAS

Maroto também aproveitou para defender o modelo de primárias do PSOE em contraposição ao do PP. “A democracia interna do PSOE faz bem não só ao próprio partido, mas também à população”, defendeu.

Nesse sentido, ela incentivou o PP a também exercer essa “democracia interna”. “Hoje saímos mais fortalecidos e eu incentivo o Partido Popular a também exercer essa democracia interna, quando temos diante de nós um candidato que soube que seria candidato por meio da mídia”, afirmou, referindo-se ao prefeito, José Luis Martínez-Almeida.

A socialista classificou as primárias como um exercício “maravilhoso” e “extraordinário” que recomenda a todos os partidos políticos, “especialmente ao Partido Popular”.

DEFENDE A PARTICIPAÇÃO

Sobre os dados de participação, Maroto minimizou a importância dos números — 1.886 votos válidos — e defendeu que qualquer mobilização da base partidária é positiva. “O simples fato de um militante ter ido votar nas primárias já é, na minha opinião, muito positivo, pois é um militante que se compromete”, afirmou.

A candidata insistiu que, “além da participação”, o que importa é que o partido “sai fortalecido” e que são os militantes de base que decidem a candidatura socialista à prefeitura.

“Quero agradecer a todos os militantes que ontem foram às casas do povo para votar, pois isso demonstra não apenas compromisso, mas também reforça o projeto que temos construído”, concluiu.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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