Publicado 23/06/2026 13:07

Marlaska reitera que Mercedes González não conversou com Leire Díez sobre a UCO, nem pressionou ou abriu processo disciplinar contra

O ministro do Interior, Fernando Grande-Marlaska, ao chegar a uma sessão de questionamento ao Governo, no Senado, em 23 de junho de 2026, em Madri (Espanha). A Câmara Alta realiza uma intensa sessão de questionamento ao Governo, marcada pelas exigências d
Carlos Luján - Europa Press

MADRID 23 jun. (EUROPA PRESS) -

O ministro do Interior, Fernando Grande-Marlaska, reiterou nesta terça-feira no Senado que a diretora-geral da Guarda Civil, Mercedes González, não conversou com Leire Díez sobre qualquer esquema para prejudicar a Unidade Central Operativa (UCO), nem exerceu pressão ou abriu processo contra qualquer investigador.

O PP aproveitou a sessão de controle na Câmara Alta para voltar a pedir que Marlaska renuncie por mentir, e o ministro respondeu, em meio a protestos da bancada do PP, que “o que ele disse foi que não falaram sobre uma suposta trama relacionada à UCO”.

“Evidentemente, qualquer outra reunião que não tivesse esse conteúdo ou que colocasse em dúvida o que é o Ministério do Interior, não havia motivo para que me fosse relatada”, expôs Marlaska.

O ministro do Interior justificou, além disso, que também não mentiu ao negar que tivessem designado escoltas para Leire Díez, já que o que foi aprovado durante dois meses foi um serviço de contravigilância, algo que é adotado habitualmente quando há esse tipo de denúncia, como faz “um país sério”.

Além disso, ele destacou que não houve pressão sobre a UCO por causa de seus relatórios judiciais que afetavam o Governo e o PSOE, como fica refletido, em sua opinião, no fato de nenhum comandante ter apresentado uma reclamação, nem os promotores, nem a autoridade judicial.

“O que fizemos foi proteger a Guarda Civil”, enfatizou, após lembrar que uma coisa é abrir um inquérito confidencial e outra é que isso resulte em consequências para um agente. “Não foi aberto nenhum processo disciplinar contra nenhum dos investigadores, garanto isso de todas as formas possíveis”, afirmou.

No final de sua intervenção, Marlaska questionou os processos judiciais contra o irmão e a esposa do presidente do Governo, embora não tenha conseguido desenvolver sua argumentação devido ao esgotamento do tempo.

“Não vou comparar assuntos nem procedimentos, porque, evidentemente, no que diz respeito ao irmão do presidente e à esposa do presidente, creio que todos temos clareza”, chegou a dizer, antes de encerrar sua intervenção.

CRIME ORGANIZADO NA CATALUNHA

O PP também criticou o fato de o Estado “se retirar” da Catalunha e permitir que o crime organizado atue à vontade, reprovando que o governo tenha acordado que a Guarda Civil e a Polícia Nacional releguem suas funções nas fronteiras.

Marlaska respondeu destacando a coordenação entre a Polícia e a Guarda Civil com as forças policiais autônomas, neste caso os Mossos d’Esquadra, e lembrou operações recentes contra organizações criminosas como Los Lobos, o Cartel Jalisco Nueva Generación ou o Tren de Aragua.

Ele também destacou o compromisso de que os Mossos contem com 25.000 agentes até 2030, bem como a redução da criminalidade convencional na Catalunha em sete pontos no primeiro trimestre de 2026.

Durante a sessão de controle, Marlaska também respondeu mais uma vez às reclamações do Junts sobre a atuação policial que impediu a exibição de bandeiras independentistas durante a visita do Papa Leão XIV à Sagrada Família.

“Não existe o direito de interromper um ato religioso”, afirmou Marlaska, lembrando que foi o decano da Sagrada Família quem solicitou que “não houvesse nenhum ato de reivindicação” durante a cerimônia, razão pela qual a Polícia e os Mossos se limitaram a “garantir a ordem e a segurança”.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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