EDUARDO PARRA / EUROPA PRESS
Ele defende que agiram com firmeza e que também ordenou afastar outro comissário assessor do ex-diretor adjunto operacional MADRID 18 fev. (EUROPA PRESS) -
O ministro do Interior, Fernando Grande-Marlaska, garantiu nesta quarta-feira que até ontem não tinham conhecimento da denúncia por alegada agressão sexual contra o diretor adjunto operacional (DAO) da Polícia Nacional, José Ángel González, e que foi então que se agiu para afastá-lo do cargo de forma imediata.
“Evidentemente, não sabíamos de nada. Se soubéssemos, ao menor conhecimento de uma circunstância dessa gravidade, teríamos pedido sua renúncia e demissão imediata, como foi feito ontem”, disse Marlaska em declarações à imprensa antes da sessão de controle do Governo no Congresso dos Deputados.
Ele também confirmou que solicitou informações confidenciais sobre o comissário e assessor do DAO, Óscar San Juan González, por suas supostas coações à denunciante, oferecendo-lhe qualquer cargo na Polícia. “Está sendo estudado e solicitei que se decida que ele seja destituído de qualquer responsabilidade dentro de suas funções atuais”, explicou.
Segundo Marlaska, “a prova mais concreta de que nada se sabia” é que o advogado da vítima, uma agente da Polícia, afirmou que mantiveram a denúncia em segredo até ontem à tarde. O ministro também salientou que nem os meios de comunicação nem os sindicatos da Polícia se tinham feito eco desta alegada agressão sexual.
“Exigi imediatamente conhecer a queixa e não havia outra decisão, pela gravidade dos fatos e para preservar o prestígio da Polícia, a não ser exigir a renúncia e, caso isso não fosse imediato, a demissão imediata do diretor adjunto operacional”, acrescentou Marlaska, sublinhando que ontem se agiu com “contundência”.
José Ángel González renunciou ontem ao cargo de comandante-chefe da Polícia após a decisão do Tribunal de Violência contra a Mulher Número 8 de Madri de citá-lo como investigado ao admitir uma denúncia por um suposto crime de agressão sexual cometido contra uma subordinada.
O até agora DAO, José Ángel González Jiménez, ingressou na Polícia Nacional em 1984 e era, desde 2018, o comandante máximo da Polícia Nacional, desde que Fernando Grande-Marlaska é ministro do Interior e Francisco Pardo Piqueras diretor-geral da Polícia Nacional.
Em novembro de 2024, este Ministério anulou sua aposentadoria ao completar 65 anos para que ele continuasse no cargo à frente da Direção Adjunta Operativa, recorrendo a uma modificação legal no decreto real de medidas pela Dana de Valência, algo que foi questionado pelos partidos da oposição e alguns setores policiais.
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