Publicado 25/07/2026 18:54

Marlaska prevê uma noite “muito complicada” após a “união técnica” dos incêndios e pede confiança

O chefe da UME pede “calma” ao ressaltar que, embora “os incêndios não estejam controlados, a situação está”

O ministro do Interior, Fernando Grande Marlaska, atende à imprensa no Posto de Comando Avançado, em 25 de julho de 2026, em Navaluenga, Ávila, Castela e Leão (Espanha). O ministro do Interior, Fernando Grande-Marlaska, ampliou
Mateo Lanzuela - Europa Press

ÁVILA, 25 jul. (EUROPA PRESS) -

O ministro do Interior, Fernando Grande-Marlaska, reconheceu que a evolução dos incêndios que afetam o sul de Ávila e Madri faz com que as autoridades estejam “um pouco mais pessimistas” do que no dia anterior e alertou que a próxima noite será “muito complicada” após a “união técnica” dos incêndios em San Martín de Valdeiglesias em uma frente muito descontínua, embora tenha transmitido uma mensagem de “confiança” à população e tenha afirmado que todos os recursos disponíveis estão trabalhando de forma coordenada para enfrentar a emergência.

Em declarações à imprensa a partir do Posto de Comando Avançado instalado em Navaluenga (Ávila), Marlaska afirmou que “não foi um dia positivo” devido a condições meteorológicas “absolutamente difíceis”, com fortes rajadas de vento que obrigaram a ampliar as evacuações no Vale do Tiétar.

O ministro explicou que, durante a noite, soprará vento do norte de até 50 quilômetros por hora, por isso alertou que “não será uma noite fácil” para os trabalhos de combate ao incêndio.

O ministro do Interior destacou que as previsões apontam para uma ligeira melhora nas condições meteorológicas ao longo do domingo, o que permitirá intensificar o combate aéreo ao incêndio desde o início do dia. Nesse sentido, ele lembrou que já foram incorporados os aviões anfíbios enviados pela Itália e pela Grécia por meio do Mecanismo Europeu de Proteção Civil, bem como brigadas terrestres provenientes de Portugal.

Marlaska enfatizou que o objetivo prioritário será impedir que o fogo avance para o oeste e evitar a confluência de diferentes incêndios ativos, ao mesmo tempo em que destacou a colaboração prestada por dez comunidades autônomas e pelo Mecanismo Europeu de Proteção Civil, cujos recursos se somaram ao dispositivo mobilizado no local.

Apesar disso, ele pediu à população que mantenha a calma e colabore com as autoridades. “Confiança e segurança”, afirmou Marlaska, que ressaltou que as autoridades dispõem dos meios necessários e defendeu que a evacuação de mais de 30.000 pessoas em Ávila foi possível graças a uma ação “preventiva e coordenada”.

Além disso, pediu que se prestasse atenção apenas às informações provenientes dos canais oficiais, diante da desinformação que circula nas redes sociais.

“UNIÃO TÉCNICA” PARA COMBATER OS INCÊNDIOS

Por sua vez, o chefe da Unidade Militar de Emergências (UME), o tenente-general Francisco Javier Marcos, transmitiu uma “mensagem de tranquilidade”, ressaltando que, embora “os incêndios não estejam controlados, a situação está”.

Nesse sentido, ele destacou que as evacuações estão sendo realizadas “com bastante antecedência” e “com muita organização” e garantiu que a coordenação entre todos os serviços de combate a incêndios está permitindo proteger milhares de pessoas.

Além disso, o responsável pela UME confirmou que os incêndios em Ávila e Madri registraram uma “junção técnica” na zona de San Martín de Valdeiglesias, embora tenha precisado que se trata de uma frente descontínua e que foi possível conter uma junção de maior magnitude.

Ele também explicou que a principal preocupação agora recai sobre o flanco sul do incêndio, com atenção especial à região de Pedro Bernardo e ao avanço em direção ao sul do Vale do Tiétar, onde, durante a noite, serão concentrados os esforços para evitar a propagação do fogo e uma possível confluência com os incêndios no norte da província de Toledo.

Por sua vez, o presidente da Junta de Castela e Leão, Alfonso Fernández Mañueco, fez um apelo à responsabilidade dos moradores das áreas afetadas para que sigam, em todos os momentos, as instruções do comando único.

“Somente quem está no comando tem acesso a todas as informações”, afirmou ele, antes de ressaltar que desobedecer a uma ordem de evacuação ou confinamento pode colocar em risco tanto a vida dos cidadãos quanto a dos membros da equipe de combate ao incêndio.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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