Nove países da União assinam uma declaração conjunta para reforçar a segurança nas fronteiras
MADRID, 19 maio (EUROPA PRESS) -
O ministro do Interior, Fernando Grande-Marlaska, defendeu nesta terça-feira a extensão a toda a União Europeia (UE) da proibição das lanchas de contrabando de drogas, uma medida em vigor na Espanha desde 2018, como forma de enfrentar um problema “que requer soluções que transcendem as capacidades de um único país”.
“Uma proibição em toda a UE contribuiria para coibir o uso de lanchas rápidas e deveria ser estendida também a outras práticas associadas, como o abastecimento ilegal de combustível em alto mar a esse tipo de embarcação”, afirmou o ministro durante sua intervenção na cúpula do MED9, realizada em Rovinj (Croácia).
O pedido de Grande-Marlaska surge após o falecimento, no último dia 8 de maio, de dois agentes da Guarda Civil durante a perseguição a uma lancha de contrabando na costa de Huelva, na sequência da colisão de duas embarcações do Serviço Marítimo do Instituto Armado.
Nesse contexto, Grande-Marlaska agradeceu aos seus homólogos europeus pelas condolências transmitidas pela morte dos agentes e concordou com os demais representantes quanto à necessidade de impulsionar estratégias “globais” diante de “uma ameaça transnacional, adaptável e integrada nas cadeias logísticas globais”, em referência ao tráfico de drogas.
REFORÇAR PORTOS SECUNDÁRIOS E RIOS
Nesse contexto, o ministro do Interior destacou a “importância” de reforçar a vigilância e a proteção de portos secundários e rios, ao considerar que o tráfico de drogas “já não afeta apenas os grandes portos nem pode ser medido apenas pelo volume de apreensões”.
Tal como já havia afirmado em 20 de abril passado em Paris, durante a sexta reunião da Coalizão de Países Europeus contra o Crime Organizado, Grande-Marlaska insistiu também em agir “contra os facilitadores logísticos do tráfico de drogas”, entre os quais citou o comércio de embarcações, motores, combustível, comunicações e financiamento.
Da mesma forma, defendeu a necessidade de “rastrear o dinheiro”, incluindo os criptoativos, para combater as estruturas financeiras que sustentam essas redes.
DECLARAÇÃO CONJUNTA
A cúpula — realizada nos dias 18 e 19 de maio e que reuniu ministros do Interior de Chipre, Croácia, Eslovênia, Espanha, França, Grécia, Itália, Malta e Portugal para abordar a gestão dos fluxos migratórios irregulares, a proteção das fronteiras externas da UE e a segurança marítima — foi encerrada com a adoção de uma declaração conjunta na qual os nove países reafirmam seu compromisso com a gestão “eficaz” das fronteiras externas.
Nesse sentido, eles também reiteraram seu acordo com a aplicação do Pacto sobre Migração e Asilo, que entrará em vigor no próximo dia 12 de junho, sob os princípios de solidariedade e responsabilidade compartilhada.
Em matéria de segurança interna, os signatários também se comprometeram a reforçar a proteção dos portos, intensificar o intercâmbio de inteligência e promover o uso de tecnologias avançadas, além de fortalecer a coordenação com as agências europeias.
O documento também reivindica um “financiamento adequado” por parte da União Europeia para enfrentar os desafios em matéria de assuntos internos que afetam a região mediterrânea.
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