Publicado 12/08/2026 08:29

Marlaska minimiza a importância da reivindicação de Ceuta e Melilla por parte de Marrocos e garante que a Espanha pode evitar uma no

O ministro do Interior, Fernando Grande-Marlaska (ao centro), fala com a imprensa antes de uma reunião virtual por ocasião do eclipse total, na Secretaria-Geral de Proteção Civil e Emergências, em 12 de agosto de 2026, em Madri (Espanha)
Gustavo Valiente - Europa Press

MADRID 12 ago. (EUROPA PRESS) -

O ministro do Interior, Fernando Grande Marlaska, afirmou que a Espanha está preparada para evitar uma nova entrada em massa de migrantes em Ceuta, como a ocorrida no último dia 30 de julho, e minimizou a importância do fato de as autoridades marroquinas reivindicarem a soberania sobre as cidades autônomas.

Especificamente, ele considera que as declarações do ministro da Justiça marroquino, Abdellatif Ouahbi, não têm “nenhum peso”; em uma entrevista nesta terça-feira, Ouahbi afirmou que a soberania de ambas as cidades é uma questão “pendente”. “Continuamos firmes em nossos territórios”, destacou.

Em um evento na sede da Proteção Civil, Marlaska evitou entrar na polêmica e elogiou a cooperação de Marrocos no controle migratório e na luta contra o terrorismo e o crime organizado, garantindo que o país é um parceiro confiável tanto para a Espanha quanto para toda a União Europeia.

Assim, Marlaska destacou que a Comissão Europeia elogiou a coordenação entre a Espanha e o Marrocos para repatriar as mais de 70 mil pessoas que entraram irregularmente em Ceuta em um único dia, durante a pior crise migratória enfrentada pela Espanha.

E não dá importância às palavras do ministro marroquino: “Essas referências, para mim, não têm qualquer significado”, afirmou, insistindo que a cooperação com o país vizinho é “extraordinária”.

MONITORAM REDES SOCIAIS E VIGIAM MOVIMENTAÇÕES

Nesse sentido, ele garantiu que a Espanha está “preparada” para evitar uma nova entrada em massa, diante dos apelos nas redes sociais no país magrebino para que isso se repita em uma data próxima.

Segundo ele, o governo está “monitorando as redes sociais” e a mídia, vigiando se há mobilizações e movimentos de cidadãos em Marrocos para detectar uma nova tentativa de travessia em massa. Ele afirma ainda que Rabat compartilha informações e trabalha com “lealdade e confiança”, além de estar “implementando medidas para proteger a fronteira”.

Além disso, o ministro reiterou que “não há espaço na Espanha” para aqueles que tentam entrar irregularmente “violando a lei” e os adverte de que não serão transferidos para a península nem terão acesso a qualquer tipo de proteção.

Aos migrantes que pretendem cruzar para Ceuta ou Melilla, ele alertou que as máfias de tráfico de pessoas colocam suas vidas em risco e, portanto, esse “não é um caminho para o futuro, mas sim para um final trágico”, que os levará de volta ao local de onde partiram.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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