Carlos Castro - Europa Press
MADRID, 20 ago. (EUROPA PRESS) -
O ministro do Interior, Fernando Grande-Marlaska, garantiu nesta quarta-feira que o Estado deu "todos os meios desde o primeiro minuto" para lidar com a onda de incêndios e que, além disso, a partir de 15 de agosto foi solicitada uma lista "proativa" às comunidades autônomas que não sofreram incêndios para "ter meios adicionais na câmara" diante da evolução das chamas.
Em uma entrevista ao programa Espejo Público da Antena 3, captada pela Europa Press, Marlaska está confiante de que as previsões meteorológicas "mais positivas" devido à queda das temperaturas permitirão que os incêndios sejam extintos, embora tenha enfatizado que devemos permanecer "cautelosos" e ser "prudentes".
O ministro do Interior também pediu "cooperação contínua" entre as diferentes administrações e negou que levaria cinco dias para responder às comunidades autônomas para fornecer uma lista dos recursos aéreos disponíveis.
"O Estado, desde o primeiro minuto, deu todos os recursos que foram solicitados pelas diferentes comunidades autônomas encarregadas da gestão; e nós, no dia 15, proativamente, ou seja, antes que nos pedissem mais recursos e vendo como os incêndios estavam se desenvolvendo, pensamos razoavelmente, como infelizmente aconteceu mais tarde, que tínhamos que ter recursos adicionais na câmara que seriam solicitados", disse ele.
EM 15 DE AGOSTO, FORAM SOLICITADOS RECURSOS DE OUTRAS CCAA (COMUNIDADES AUTÔNOMAS)
Marlaska explicou que foi em 15 de agosto, "de forma proativa e preventiva", quando também solicitaram às Comunidades Autônomas uma lista dos recursos que poderiam disponibilizar, que puderam então distribuir entre todas as equipes de gerenciamento de emergência das Comunidades Autônomas na fase de nível 2.
"Acho que o importante no momento é que paremos com essas discussões e continuemos trabalhando, cooperando, fornecendo todos os recursos; há os bombeiros, a UME, a Guardia Civil, a Polícia Nacional, os voluntários, todos estão lá 24 horas por dia, sete dias por semana", continuou o Ministro do Interior quando perguntado sobre a possibilidade de a emergência ser elevada ao nível 3, o que significaria que as comunidades autônomas passariam a gestão da emergência para o Estado.
Em sua opinião, se as comunidades autônomas não solicitaram a elevação para o nível 3, "é uma questão de responsabilidade": "Elas entendem que, com todos os recursos à sua disposição, podem administrar a emergência corretamente", disse ele.
PACTO ESTATAL
Nesse sentido, ele se dirigiu aos partidos políticos para pedir-lhes que apoiem o pacto de estado proposto pelo Presidente do Governo, Pedro Sánchez, diante dos incêndios de sexta geração que ele vinculou às mudanças climáticas.
"Por favor, vamos dar a imagem que devemos dar da seriedade que a sociedade tem; é claro que não vou entrar em nenhuma outra questão, exceto a de também ser como esses cidadãos, 24 horas por dia, sete dias por semana, trabalhando para acabar com essa emergência o mais rápido possível", concluiu.
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