Publicado 01/05/2026 05:20

Marlaska defende uma resposta "global, coordenada e sustentada" contra o tráfico de drogas, capaz de interromper as rotas provenient

O ministro do Interior espanhol, Fernando Grande-Marlaska, no centro, na XXVI Reunião de Alto Nível do Mecanismo UE-CELAC sobre drogas, em Punta Cana, na República Dominicana.
MINISTERIO DEL INTERIOR

MADRID 1 maio (EUROPA PRESS) -

O ministro do Interior, Fernando Grande-Marlaska, defendeu uma “resposta global, coordenada e sustentada” contra o tráfico de drogas e o crime organizado para conter as rotas que ligam a Ibero-América, o Caribe e a Europa.

“Diante de redes criminosas globais, somente uma resposta global será eficaz”, afirmou ele em Punta Cana (Santo Domingo), no encerramento, nesta quinta-feira, da XXVI Reunião de Alto Nível do Mecanismo UE-CELAC em matéria de drogas.

Durante sua intervenção, o ministro instou todos os países participantes a continuarem reforçando este mecanismo UE-CELAC, principal fórum de diálogo político sobre o tráfico de drogas entre a União Europeia e a América Latina e o Caribe, para reduzir a oferta e a demanda de drogas e atuar em “três fatores-chave”: a luta contra os fluxos financeiros ilícitos, a proteção de portos e centros logísticos e o fortalecimento das capacidades operacionais.

EXPERIÊNCIAS NA REGIÃO DE GIBRALTAR

Antes do encerramento, Grande-Marlaska também participou da sessão dedicada à apresentação de experiências de sucesso, com uma palestra sobre a aplicação do Plano Especial de Segurança para a Região de Gibraltar, que ele citou como exemplo de uma “abordagem integral” contra o crime organizado.

Nas palavras do ministro do Interior, o plano especial ofereceu uma “resposta combinada e eficaz” que incorporou simultaneamente o reforço das capacidades policiais e de inteligência, a coordenação entre autoridades policiais, judiciais e aduaneiras, a ação sobre as estruturas financeiras do crime organizado e as medidas voltadas para prevenir a infiltração criminosa na economia legal.

“Além disso, dedicamos muita atenção à proteção de infraestruturas críticas, especialmente portos e nós logísticos, o que permitiu uma ação integral não apenas sobre o território, mas também sobre as redes, as rotas e as estruturas que sustentam o tráfico de drogas”, acrescentou.

ENCONTROS BILATERAIS

No âmbito da cúpula, Grande-Marlaska se reuniu com a diretora-geral adjunta da Direção-Geral de Associações Internacionais da Comissão Europeia, Myriam Ferrán, a quem solicitou o reforço dos instrumentos financeiros de ação externa da Comissão, para responder “de forma mais ágil” aos desafios operacionais que a Europa, a América Latina e o Caribe compartilham.

“São urgentes fórmulas de financiamento mais flexíveis e adaptadas às necessidades reais”, explicou o ministro, que citou expressamente a necessidade de aprofundar o envio de especialistas, o reforço das capacidades de inteligência ou a cooperação policial direta.

Marlaska transmitiu a Ferrán o interesse prioritário da Ibero-América na luta contra o tráfico de drogas e insistiu, além disso, na “importância crescente” da África no âmbito migratório e na luta contra o crime organizado. “É imprescindível contar com todo o apoio da Comissão para poder responder com resultados” aos desafios da região, indicou.

Nessa linha, o ministro do Interior defendeu o reforço do envio de equipes conjuntas de investigação policial na Mauritânia, no Senegal e na Gâmbia, bem como a retomada de iniciativas na região do Sahel, nos âmbitos da luta contra o terrorismo e o tráfico de pessoas. “O papel da Comissão Europeia é essencial para mobilizar recursos adequados e traduzir as prioridades políticas em ações concretas”, afirmou.

O ministro também se reuniu com o presidente executivo da Comissão Nacional para o Desenvolvimento e Vida sem Drogas (Devida), Hugo Alberto Begazo, órgão responsável pela política antidrogas no Peru, país que em breve assumirá a copresidência do Mecanismo UE-CELAC em matéria de drogas.

Marlaska manifestou seu apoio à futura criação da Unidade Especial de Investigação (SIU) do Peru, uma iniciativa apoiada pela Comissão Europeia, que pode ser, em sua opinião, “uma ferramenta útil para reforçar as capacidades operacionais e a cooperação internacional no combate ao tráfico de drogas”.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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